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Peregrinação do 13 de Maio em Fátima pede a reconciliação da humanidade

Fotografia Santuário de Fátima

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 13 de maio de 2026, às 16:02

Patriarca de Lisboa desafia peregrinos a assumirem o papel de discípulos missionários

O patriarca de Lisboa apelou hoje, no santuário de Fátima, à construção de uma sociedade mais fraterna e solidária, defendendo que a devoção mariana deve traduzir-se em gestos concretos de paz, proximidade e reconciliação no quotidiano.

Na homilia da missa da peregrinação internacional aniversária do 13 de Maio, na Cova da Iria, D. Rui Valério afirmou que uma das grandes mensagens de Fátima para o mundo atual traduz-se na redescoberta da humanidade como uma única família.

«Esta é uma das maiores profecias de Fátima para o nosso tempo: a humanidade só encontrará paz quando descobrir novamente que é família. Aqui ninguém é estrangeiro. Aqui ninguém está sozinho. Aqui todos somos filhos acolhidos pela mesma Mãe», afirmou o bispo, diante de milhares de peregrinos vindos dos cinco continentes.

O responsável católico sublinhou que a participação nas celebrações de Fátima deve ter consequências concretas na vida familiar, profissional e social dos peregrinos.

«A Mensagem de Fátima só é verdadeiramente acolhida quando se transforma em missão. Quando aquilo que aqui recebemos se torna luz para os outros», afirmou.

Durante a reflexão, D. Rui Valério destacou também a importância da solidariedade e da atenção às fragilidades humanas, defendendo uma atitude de maior proximidade perante o sofrimento dos outros, seguindo o exemplo da Mãe de Jesus.

«Amar como Maria é carregar o sofrimento dos outros, é tornar-se próximo, é recusar a indiferença», sustentou D. Rui Valério, acrescentando que «não há amor verdadeiro a Deus sem amor concreto pelo irmão».

Perante a multidão de fiéis, concentrada no recinto do santuário, o patriarca de Lisboa apresentou a Cova da Iria como um espaço de conversão e transformação interior, capaz de ajudar o ser humano a reencontrar o sentido espiritual da vida.

«Fátima não é apenas um lugar de devoção. Fátima é uma escola de transformação interior», afirmou.

Na parte final da homilia, o celebrante desafiou os fiéis a assumirem o papel de «discípulos missionários» no regresso aos seus países e às suas comunidade, promovendo a «reconciliação onde há divisão».

«Partimos para levar paz onde há violência. Partimos para levar luz onde há trevas», declarou.

A primeira peregrinação internacional aniversária de 2026  ao santuário de Fátima, que recebeu peregrinos de 30 países, terminou com a bênção dos doentes e a tradicional procissão do adeus, no recinto da Cova da Iria.