A igreja paroquial de Santa Maria de Palmeira, do Arciprestado de Braga, esteve repleta, no domingo da Sagrada Família, para a homenagem ao padre Sebastião Faria, S.J, por ocasião do primeiro aniversário do seu falecimento.
Promovida pelo Grupo Coral de Palmeira, de quem o sacerdote foi fundador e primeiro maestro, a iniciativa reuniu comunidade paroquial, coralistas, familiares, amigos e representantes da Companhia de Jesus.
O programa incluiu um concerto coral de homenagem, a apresentação do livro “Memórias que fazem caminho” e um lanche-convívio no Salão Paroquial. O padre Sebastião Faria (1932-2024) foi recordado como um «mestre eloquente», humilde, afável e dedicado à Igreja, à música litúrgica e às pessoas.
Doutorado em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico do Pontifício Ateneu de Santo Anselmo, em Roma, em 1969, o sacerdote foi professor de Liturgia, tradutor, músico, maestro, orientando sucessivas gerações, ao longo de décadas, quer na música, quer na pastoral.
«Foi um mestre que nos guiou durante mais de 40 anos. Era rigoroso e exigente nos ensaios, mas tinha um amor infinito pelos outros», sublinhou
Conceição Cardoso, elemento do Coro de Palmeira e co-coordenadora do livro “Memórias que fazem caminho”.
Durante a homenagem, o padre Sebastião foi também evocado como um «homem simples» e «sábio», que «espalhou luz e conhecimento» e que se entregou de alma e coração ao serviço, cultivando sempre a «beleza da arte e da fé». «Deixou o título de doutor, de académico, para ser pastor. Tocou a vida de muita gente», acrescentou Conceição Cardoso.
A iniciativa pretendeu assinalar publicamente o profundo reconhecimento pela dedicação de toda uma vida do sacerdote jesuíta à música litúrgica e ao serviço pastoral da Paróquia de Palmeira.
Maestro do Grupo Coral de Palmeira entre 1983 e 2024, o padre Sebastião Faria deixou uma marca indelével na formação musical, espiritual e humana de várias gerações de coralistas, legado que a comunidade se compromete a preservar e continuar.