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D. José Cordeiro quer que o Seminário seja o «coração da Arquidiocese»

Fotografia Avelino Lima

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 13 de novembro de 2023, às 11:12

Arquidiocese de Braga assinalou ontem a abertura dos seminários.

O Arcebispo Metropolita de Braga incentivou ontem os seminaristas, as famílias, as equipas formadoras e todos os cristãos diocesanos a fazerem dos Seminários o coração da Arquidiocese, por onde perpassa toda a vida da Igreja. D. José Cordeiro deixou este repto na sessão de solene de abertura dos Seminários e início do novo ano de formação, que teve lugar no Auditório S. Frutuoso.

Lembrando que o Seminário é o lugar central de formação permanente e inicial e posterior ao ministério do ordenado, o prelado desafiou a «passar do mínimo necessário para o máximo possível», tendo como principal foco a Evangelização. «Que seja um Seminário em saída neste processo da Igreja sinodal, missionária, samaritana e também neste repto maior de um programa pastoral juntos a dez anos no caminho da Páscoa, para que o sonho missionário chegue a todos, de levar Jesus a todos e todos a Jesus», preconizou.

Frisando que «não há nada mais importante na Igreja que evangelizar», o Arcebispo de Braga lembrou que na Arquidiocese de Braga o Seminário Conciliar «carrega consigo uma história dos inícios do Seminário, por isso se chama conciliar». «S. Bartolomeu dos Mártires deu este input para toda a Igreja em Portugal e continua até hoje. Este ano, também com o dinamismo experimentado da Jornada Mundial da Juventude, damos uma nota da dimensão contemplativa da vida, da valorização do silêncio, da oração, da adoração, e o próprio tema escolhido para o ano, “Olhou para Ele e amou-O”, para que no olhar de Jesus cada seminarista, cada jovem, se possa sentir amado e também a responder ao serviço maior», acrescentou.

O início do ano académico situa-se no ano pastoral e no ano litúrgico que vai iniciar na Arquidiocese no dia 2 de dezembro. A sessão de ontem marcou também o encerramento da Semana de Oração pelos Seminários que decorreu com o envolvimento das comunidades paroquiais da Arquidiocese.

Além do Arcebispo de Braga, usou da palavra o reitor do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, o cónego Vítor Novais, que apresentou uma reflexão intitulada “Dançar com o tempo”, onde apontou perspetivas para o horizonte formativo dos seminaristas nestes tempos desafiantes. Nesse sentido, o responsável pelo Seminário Conciliar de Braga defendeu que é necessário «escutar mais cuidadosamente e indagar mais livremente a mudança de época que atravessamos».

«É crucial pensar a formação presbiteral enquadrada na reforma da Igreja Universal», disse, acrescentando que os seminários não querem «ficar presos a categorias que se cristalizaram». O cónego Vítor Novais disse ainda urge assegurar que a formação nos seminários possa reestruturar-se, «sempre ao ritmo do Evangelho» e «respeitando a singularidade de cada um».

A sessão contou ainda com uma apresentação de um casal de leigos (Ana Silva e Pedro Santos), com o tema “Esperançar”, durante a qual lançou pistas para uma Igreja aberta a todos e capaz de fazer um acompanhamento pessoa a pessoa. «Somos chamados a esperançar em Igreja, fazer acontecer/construir algo de bom, com ações concretas de acolhimento, de proximidade», declararam.

Estiveram presentes neste encontro o diretor do Seminário Menor, o cónego Mário Martins, o diretor-Adjunto da Faculdade de Teologia de Braga, o cónego Luís Miguel Rodrigues, o reitor da Equipa formadora dos Seminário de Viana do Castelo, José Domingos Gomes, entre outros convidados.