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Miguel Alves acusado do crime de prevaricação

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Publicado em 10 de novembro de 2022, às 17:40

A acusação não está relacionada com a polémica sobre um contrato-promessa para a construção de um Centro de Exposições Transfronteiriço em Caminha.

Miguel Alves, ex-presidente do município de Caminha e secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, foi acusado pelo Ministério Público do crime de prevaricação. A informação foi avançada pelo jornal Observador. A acusação resulta de uma certidão extraída da Operação Teia, na qual o ex-autarca está a ser investigado por contratos realizados entre a Câmara Municipal de Caminha e a empresa Mit — Make it Happen, Lda. entre abril de 2015 e julho de 2016. A Operação Teia centra-se em Joaquim Couto, ex-autarca socialista de Santo Tirso, e a sua mulher, Manuela Couto. Esta acusação não está relacionada com a polémica sobre um contrato-promessa de arrendamento para fins não habitacionais, aprovado em 2020, que previa a construção de um Centro de Exposições Transfronteiriço (CET) na quinta do Corgo, em Vilarelho, mas o projeto foi inviabilizado pelos herdeiros dos terrenos que recorreram aos tribunais por não concordarem com o valor de venda proposto.

De acordo com aquele contrato, quando o CET estivesse construído e a câmara outorgasse a licença de utilização, a autarquia comprometia-se a arrendar o espaço, durante 25 anos. Findo aquele prazo, o município podia exercer o poder de preferência de aquisição.

O acordo previa que os 300 mil euros avançados pelo executivo municipal, então liderado por Miguel Alves, ficavam por conta das rendas do 25.º ano.


Autor: Redação