twitter

Empresários do Vale do Homem exigiram «fim da teia burocrática» no PRR

Fotografia

Publicado em 26 de novembro de 2022, às 11:39

José Manuel Fernandes, eurodeputado, considerou que o Portugal 2020 já devia estar a ser executado.

Mais de uma centena de empresários participaram anteontem, em Vila Verde, na primeira do ciclo de três conferências intitulado “Economia - Pensar o Futuro”, organizado pela Associação Empresarial do Vale do Homem (AEVH). Durante o encontro, os empresários exigiram o fim da «teia burocrática» que envolve o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e ouviram o eurodeputado José Manuel Fernandes garantir que não falta dinheiro para a capitalização das empresas.

No jantar-debate participaram, José Manuel Fernandes, a presidente da Câmara de Vila Verde, Júlia Fernandes; Rafael Amorim, da CIM do Cávado, um responsável do IAPMEI, entre outros dirigentes.

O líder da AEVH acentuou «a «teia burocrática» de «regras e regrinhas» que está a atrasar, por exemplo, a execução do PRR, sublinhando que «os problemas adensam-se particularmente ao nível dos fundos destinados à capitalização empresarial».

Na sua intervenção, o eurodeputado assinalou que o Portugal 2020 ainda não está encerrado, revelando que ainda faltam executar 5,5 milhões de euros; e que o 2030 tem ainda 23 mil milhões para executar no novo quadro.

Considera que «já devia estar a ser executado» mas ainda está na fase de operacionalização; e que o PRR (1,16 milhões de euros par executar até 2026) «está à espera de simplificação da gestão e alinhamento dos objetivos das entidades e pessoas responsáreis pelo programa em Portugal. A boa notícia é que não falta dinheiro, mas o problema é que o calendário aperta e as regras não são claras, a burocracia é mais que muita e, pior ainda, os atrasos comprometem o presente e o futuro», apontou .

Por sua vez, José Manuel Lopes, presidente da AEVH, traçou o quadro atual da vida empresarial. «Vivemos uma fase importante quanto ao futuro da economia nacional, assente numa lógica de crescimento harmonioso do território, pelo que os empresários devem, cada vez mais, estar atentos à realidade e oportunidades decorrentes do investimento público e às orientações gerais que daí advêm», disse, lembrando que «um empresário com visão de futuro deve estar informado e atualizado».

A presidente da Câmara de Vila Verde sustentou a importância de melhorar a rede viária «estruturante» no concelho, «permanentemente adiada pelo Governo. A Variante à EN-101 é urgente há já muito tempo, mas não sai do papel». Reforçar a necessidade de uma boa articulação entre o tecido empresarial e os municípios.

A próxima iniciativa vai decorrer em Amares, sobre o tema “Economia Social”, estando agendada outra para Março, sobre “Turismo”, no Gerês-Terras de Bouro.


Autor: Francisco de Assis