A escultura, fixada numa parede de granito da "adega", é constituída por três peças: a figura de baco (em poliester pintada a patine bronze) com uma tijela em faiança, na mão direita, e um cesto em vime cheio de uvas, na mão esquerda.
Pedro Figueiredo explicou que pensou a obra para aquele espaço dentro da sua linguagem artística, e procurou relaciona-la com Vila Verde e com os eventos que irão acontecer na Adega Cultural. «É uma peça tridimensional, mas como que estivesse a sair da parede. Não foi fácil de a colocar, porque tem algum peso», disse o artista
Na descrição, explica-se que a obra assume «formas do passado, mas também a visão da escultura contemporânea».
A curadora do projeto, Helena Pereira, elogiou mais esta criação de Pedro Figueiredo, escultor segundo a qual «nunca desilude e surpreende sempre».
«Este baco vai inspirar a que este museu se transforme de facto num espaço de passado e de futuro e que elogia as gentes do vinho e as gentes da vinha e terá certamente aqui uma dinâmica muito particular», disse, considerando que a obra é «inspiradora» e surpreende pelo «detalhe técnico» e por remeter para um baco do Barroco.
Helena Pereira elogiou também o município de Vila Verde pelo trabalho que desenvolve e pela forma como o faz. «É operacional, tem ideias e cumpre», disse.
A obra de transformação do edifíco da antiga adega em espaço cultural multiusos está em fase de conclusão, prevendo-se a sua abertura em finais de outubro, por ocasião da comemoração do Dia do Concelho.
A Adega Cultural será um espaço para eventos e onde ficará instalado o Museu do Vinho e da Vinha que neste momento está em fase de elaboração para uma futura candidatura, aproveitando aquilo que era o pré-existente da adega cooperativa como as cubas, a história, disse Júlia Fernandes.
A autarca acredita que este futuro espaço museológico, que aliará o tradicional com as novas tecnologias digitais, será mais um «grande cartaz» de visita do concelho.
[Notícia na edição impressa do Diário do Minho]Autor: Jorge Oliveira