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Norte mostra transformação de fundos europeus em resultados concretos

Fotografia DR

Luísa Teresa Ribeiro

Chefe de Redação

Publicado em 14 de outubro de 2026, às 09:55

Dois projetos candidatos aos “Óscares da Política de Coesão”

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte), Álvaro Santos, considera que a presença de dois projetos que envolvem a região entre os finalistas dos Regiostars 2026 «demonstra a capacidade da região para transformar fundos europeus em resultados concretos, com impacto na vida das pessoas, na competitividade do território e na afirmação do Norte à escala europeia».
Os RegioStars são prémios anuais atribuídos pela Comissão Europeia a projetos de desenvolvimento regional financiados pela política de coesão da União Europeia, que se destacam pela inovação, pelo impacto positivo nos territórios e pelo potencial para inspirar e ser replicados noutras regiões europeias.
Considerados os “Óscares da Política de Coesão”, vão ser atribuídos esta noite, em Bruxelas, no âmbito da 24.ª Semana Europeia das Regiões e dos Municípios, subordinada ao tema “Regiões fortes, Europa forte”.
Entre os 25 finalistas está o projeto TeamUp4Cancer, desenvolvido pelo consórcio Porto Comprehensive Cancer Centre Raquel Seruca (Porto.CCC), composto pelo Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO Porto) e pelo i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto.
O litoral da região integra o projeto AtlanticOnBike – EuroVelo 1, uma rota europeia de cicloturismo que acompanha a costa atlântica, de Portugal ao Norte da Europa, num percurso de cerca de 11 mil quilómetros, que atravessa seis países. A entidade financiadora é o programa Interreg Espaço Atlântico, gerido pela CCDRN.
Segundo aquele responsável, «mais importante do que o reconhecimento em si é a diversidade dos projetos distinguidos», que demonstram «uma região capaz de combinar conhecimento, inovação, sustentabilidade, coesão territorial e valorização dos seus recursos distintivos».
«O reconhecimento europeu destes projetos confirma que o Norte está a utilizar os fundos europeus não apenas para financiar infraestruturas ou equipamentos, mas sobretudo para criar valor duradouro, reforçar a sua capacidade de inovação e responder aos desafios económicos, sociais e demográficos do futuro»,
declara.
Em seu entender, o projeto Porto Comprehensive Cancer Centre (Porto.CCC) «mostra como os fundos europeus podem apoiar a excelência científica, a inovação em saúde e a transferência de conhecimento para benefício direto dos cidadãos. Através do projeto TeamUp4Cancer, foi possível reforçar a capacidade da região na área da oncologia de precisão, aproximando investigação, prática clínica e tecnologia avançada, com resultados concretos no acesso dos doentes a diagnósticos inovadores e ensaios clínicos».
«É um exemplo de como o investimento europeu pode contribuir para criar uma economia mais
inteligente, baseada no conhecimento, na inovação e na valorização das instituições científicas e de
saúde», destaca.
Por outro lado, diz, o AtlanticOnBike – EuroVelo 1 «evidencia uma dimensão igualmente importante do desenvolvimento regional: a valorização sustentável do território, do património natural e do turismo. O projeto promoveu novas oportunidades económicas associadas ao cicloturismo, reforçou a cooperação europeia e contribuiu para um modelo de mobilidade e de desenvolvimento turístico mais sustentável, gerando benefícios para as comunidades locais e para a economia regional».
«Em conjunto, estes dois projetos ilustram bem aquilo que defendemos para o futuro da Política de Coesão: a capacidade de apoiar respostas diferentes para desafios diferentes. Um investe na ciência, na saúde e na inovação de ponta; o outro valoriza o território, a sustentabilidade e a economia local. Ambos contribuem para tornar o Norte mais competitivo, mais atrativo e com melhor qualidade de vida», declara.

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