twitter

Plano de Ação Climática de Valença com 19 medidas para implementar até 2030

Plano de Ação Climática de Valença com 19 medidas para implementar até 2030
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 13 de outubro de 2026, às 17:10

Estratégia aprovada na Assembleia Municipal prevê investimentos na sustentabilidade ambiental

A Câmara de Valença quer implementar 19 medidas do Plano Municipal de Ação Climática de Valença até 2030, nomeadamente a recolha seletiva dos diferentes resíduos, com um custo estimado de 1,6 milhões de euros.

O documento, a que a Lusa teve hoje acesso, identifica esta ação como tendo prioridade “alta” e coloca entre os objetivos a cumprir “implementar progressivamente uma política utilizador/pagador”.

Fonte deste município do distrito de Viana do Castelo disse à Lusa que o plano já foi aprovado pela Assembleia Municipal.

Relativamente à recolha de resíduos, o plano inclui ainda a promoção da compostagem na origem e a promoção da recolha seletiva em baixa, “evitando o envio de resíduos para aterro”, assim como a “melhoria contínua do desempenho concelhio na gestão de resíduos urbanos”.

O documento inclui, com um orçamento estimado de 5,5 milhões de euros, a Otimização dos Sistemas de Abastecimento de Água e de Drenagem de Águas Residuais e Pluviais.

Neste domínio, a intenção da autarquia é ampliar a rede de saneamento básico e melhorar a gestão integrada dos recursos hídricos e minimizar os efeitos dos eventos extremos.

A par disso, propõe-se a redução de perdas de água no sistema de abastecimento de água, bem como a proteção ecológica e ambiental das massas de água.

Também com prioridade “alta” foi definida a “implementação de ações destinadas a preservar (e expandir) as áreas florestais e prevenir a ocorrência de incêndios rurais”, com um custo estimado de 650 mil euros.

Estão previstas iniciativas de reflorestação e aumentar a resiliência dos espaços florestais.

“Dar apoio e resiliência às aldeias localizadas em territórios vulneráveis de floresta, incentivando a manutenção e limpeza dos terrenos”, é outra das medidas, a par do “envolvimento da comunidade local e agentes económicos na gestão sustentável dos recursos florestais locais” e da sensibilização da população para o uso do fogo.

Com prioridade “média/alta” e um custo de 1,1 milhão de euros foi identificada a promoção da “mobilidade sustentável através do planeamento urbano, dos transportes públicos e dos modos de mobilidade elétrica e ativa”.

Entre as medidas identificadas para alcançar a meta proposta, indica-se a “manutenção e ampliação das vias reservadas à mobilidade pedonal e ativa” e a “promoção da presença de fontes de energia alternativas no setor dos transportes”.

Espera-se, igualmente, “melhorar a rede de cobertura das diferentes linhas/rotas dos transportes públicos coletivos”.

Criar “serviços de transporte flexível para utentes seniores ou em situação de isolamento social ou geográfico” e implementar “tarifários/passes mensais para diferentes grupos” são outras propostas.

O plano contempla ainda a reabilitação e valorização das margens ribeirinhas e zonas húmidas, por 2,8 milhões de euros.

A intenção é reduzir o risco de cheias e inundações e “promover a fruição do rio Minho”.

Está previsto avançar com o Valença Corredor Verde – restauro ecológico e resiliência a cheias (Rio Minho), o corredor ecológico marginal – Ponte Centenária e o Parque Ecológico Urbano – Senhora da Cabeça.

A par de outras medidas, a Câmara quer também incorporar no Plano Diretor Municipal (PDM) “soluções que potenciem a redução do consumo energético e das emissões de dióxido de carbono” e atualizar o Plano Municipal de Emergência.