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Bombeiros de Braga, Póvoa de Lanhoso e Barca recebem novas viaturas

Fotografia DR

Publicado em 27 de agosto de 2026, às 20:08

A CCDR-Norte viabilizou 4,3 milhões de euros para 23 corporações de bombeiros, contemplando Braga, Póvoa de Lanhoso e Ponte da Barca com novos veículos de combate.

As Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários de Braga, da Póvoa de Lanhoso e de Ponte da Barca estão entre as 23 corporações da Região Norte contempladas com apoio financeiro para a aquisição de novos Veículos Florestais de Combate a Incêndios (VFCI). 

A assinatura dos contratos decorreu hoje, 27 de agosto, no Ponto C – Cultura e Criatividade, em Penafiel, numa cerimónia promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte) que operacionalizou uma verba global de 4,3 milhões de euros destinada a 17 municípios do Norte do país.

O financiamento provém de uma doação concedida pela República Democrática de Timor-Leste ao Estado Português, na sequência dos incêndios rurais de agosto e setembro de 2025, cabendo à CCDR-Norte a gestão e aplicação do montante. 

O apoio cobre 75% do custo de aquisição de cada viatura, sem IVA, até ao limite máximo de 187.500 euros por contrato, tendo como base um valor de referência por veículo fixado nos 250 mil euros. 

As corporações do Minho e as restantes contempladas dispõem de três meses para dar início aos procedimentos de compra, sendo obrigatório que todas as viaturas estejam operacionais até 30 de abril de 2027 para integrarem o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

O presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos, afirmou que o principal objetivo deste apoio é «preparar hoje os meios de que precisamos para enfrentar melhor os incêndios de amanhã». 

Durante a cerimónia, o responsável agradeceu o gesto de solidariedade da República Democrática de Timor-Leste e reforçou a necessidade de celeridade na aplicação do investimento. 

«Não basta assinar os contratos. É preciso concretizá-los. É preciso adquirir os veículos. É preciso colocá-los ao serviço das corporações», sustentou Álvaro Santos.

O presidente da CCDR-Norte frisou, ainda, a importância do fator humano na Proteção Civil. «As viaturas são importantes. Os equipamentos são importantes. O financiamento é importante. Mas os meios, por mais modernos e importantes que sejam, nunca vão substituir aquilo que constitui o verdadeiro coração da Proteção Civil: as pessoas», sublinhou.

Já o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, defendeu que «a atribuição deste apoio através da CCDR-Norte traduz uma opção clara por uma governação mais próxima do território». 

Por sua vez, o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, salientou que «se queremos um país mais resiliente, precisamos de uma proteção civil mais preparada e de bombeiros mais bem equipados», concluindo que «cada investimento que fazemos nos bombeiros é um investimento na capacidade de resposta do país e na segurança dos portugueses».