Atingir 60% de exportações no PIB até 2030 é o objetivo do projeto Portugal Export +60’30, desenvolvido pelo novobanco e a AEP, em parceria com a AEBA e com o apoio do Expresso, da APDL e da COFACE, que já vai na 3.ª edição.
Foram definidos, para esta edição do projeto, três pilares estratégicos que podem contribuir para o crescimento das exportações; Globalização 4.0, Inteligência Artificial e Reindustrialização.
Neste âmbito, realizou-se um encontro com 30 empresários, referências incontornáveis na região do Minho, com o propósito de auscultar e registar ideias e conclusões sobre o caminho a seguir no pilar da Globalização 4.0.
A iniciativa decorreu em Santo Tirso e contou com a intervenção de José António Azevedo, presidente da AEBA; Luis Ribeiro, administrador do novobanco; José Manuel Fernandes, presidente do Conselho Geral da AEP; e Ana Teresa Lehmann, professora da PBS e da FEP e ex-secretária de Estado da Indústria.
Segundo uma nota de imprensa do novobanco, para o conceito de Globalização 4.0, estão a ser considerados principalmente: uma nova lógica das cadeias de valor, assente em digitalização, automação, inteligência artificial e sustentabilidade; a articulação com o Friendshoring, privilegiando parceiros comerciais aliados e reforçando a segurança das cadeias de distribuição e reduzindo riscos geopolíticos e disrupções globais; uma maior agilidade, capacidade de adaptação e desenvolvimento de cadeias de valor inteligentes; e a promoção, em conjunto com o Friendshoring, de práticas éticas e sustentáveis, alinhadas com regulamentação e expectativas dos consumidores, garantindo competitividade num ambiente global complexo.
Recorde-se que os parceiros do Projeto Portugal Export +60’30 elegeram, como desígnio nacional, o aumento das exportações, em quantidade e qualidade, para, pelo menos, 60% do PIB até 2030.
«Ter mais empresas exportadoras, para mais mercados, com produtos de maior valor acrescentado beneficia todo o tecido empresarial português e induz o aumento da produtividade, do emprego e da riqueza», referem os promotores.
O projeto considera que, «embora a perceção corrente sobre a internacionalização seja associada a negócios de elevada dimensão, a exportação deve ser vista como um caminho natural, para as grandes, médias e pequenas empresas que se deparam com as limitações do mercado nacional».
«As empresas de menor dimensão podem, tirando partido da especialização e das oportunidades de mercado, apostar com sucesso nos mercados internacionais mas têm que aumentar o valor das suas exportações», afirmam.