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Greve na CP suprimiu 59 comboios até às 8h00

Greve na CP suprimiu 59 comboios até às 8h00
Fotografia Lusa

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 28 de abril de 2023, às 09:45

Estavam programados 253 comboios.

A greve dos trabalhadores da CP - Comboios de Portugal levou hoje à supressão de 59 comboios dos 253 programados (23,3%) entre a meia noite e as 8h00, segundo dados enviados pela empresa à Lusa.

A CP indica que dos 66 comboios regionais previstos não se fizeram 22 ligações e nos urbanos de Lisboa estavam programados 115 e foram suprimidos 26. Nos urbanos do Porto, estavam previstos para aquele período 52, tendo sido suprimidos seis e nos comboios de longo curso realizaram-se 11, das 12 ligações previstas.

Até domingo, na CP, os trabalhadores cujo seu período normal de trabalho abranja mais de três horas durante o período compreendido entre a meia noite e as 5h00, entrarão em greve a partir da sétima hora de serviço. Na Infraestruturas de Portugal (IP) e também até domingo, os trabalhadores cujo seu período normal de trabalho abranja mais de três horas durante o período compreendido entre a meia noite e as 5h00, entrarão em greve a partir da sétima hora de serviço.

Estas greves foram decretadas por uma plataforma de sindicatos composta pela ASCEF - Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária; o SINFB - Sindicato Nacional dos Ferroviários Braçais e Afins; o SINFA - Sindicato Independente dos Trabalhadores Ferroviários, das Infraestruturas e Afins; o FENTECOP - Sindicato Nacional dos Transportes Comunicações e Obras Publicas; o SIOFA - Sindicato Independente dos Operários Ferroviários e afins; a ASSIFECO - Associação Sindical Independente dos Ferroviários de Carreira Comercial e os STF - Serviços Técnicos Ferroviários. Também o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) está em greve durante todo este mês, face à "atitude de desconsideração" de que acusa a empresa.

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão "aumentos salariais efetivos", a "valorização da carreira da tração" e a melhoria das condições de trabalho nas cabines de condução e instalações sociais e das condições de segurança nas linhas e parques de resguardo do material motor. Os trabalhadores pedem igualmente uma "humanização das escalas de serviço, horas de refeição enquadradas e redução dos repousos fora da sede", um "efetivo protocolo de acompanhamento psicológico aos maquinistas em caso de colhida de pessoas na via e acidentes" e o "reconhecimento e valorização das exigências profissionais e de formação dos maquinistas pelo novo quadro legislativo".