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CP suprimiu 131 comboios dos 674 previstos até às 19h00 deste sábado devido a greve

CP suprimiu 131 comboios dos 674 previstos até às 19h00 deste sábado devido a greve
Fotografia Nuno Cerqueira/Arquivo DM

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 23 de abril de 2023, às 09:02

O número de ligações suprimidas representa 19,4% do total previsto.

A CP - Comboios de Portugal suprimiu 131 comboios, a maioria regionais, dos 674 programados para este sáabdo até às 19h00 devido à greve dos trabalhadores, segundo dados enviados pela empresa à Lusa. O número de ligações suprimidas representa 19,4% do total previsto para este sábado entre a meia noite e as 19h00 pela CP.

A CP indica que dos 208 comboios regionais programados não se fizeram 64 ligações e nos urbanos de Lisboa estavam programados 257 e foram suprimidos 39. As ligações regionais canceladas representam 30,8% do total e as dos urbanos de Lisboa suprimidas foram 15,2%. Nos urbanos do Porto, dos 135 programados foram anulados 14 (10,4% do total) e nos urbanos de Coimbra a CP programou 23 e não se fizeram quatro (17,4%). Em relação aos comboios de longo curso, estavam previstos 51 e não houve 10 (19,6%).

Durante o mês de abril, estão em curso greves que abrangem vários períodos de trabalho de trabalhadores da CP e da Infraestruturas de Portugal (IP).

Estas greves foram convocadas por uma plataforma de sindicatos composta pela ASCEF - Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária; o SINFB - Sindicato Nacional dos Ferroviários Braçais e Afins; o SINFA - Sindicato Independente dos Trabalhadores Ferroviários, das Infraestruturas e Afins; o FENTECOP - Sindicato Nacional dos Transportes Comunicações e Obras Publicas; o SIOFA - Sindicato Independente dos Operários Ferroviários e afins; a ASSIFECO - Associação Sindical Independente dos Ferroviários de Carreira Comercial e os STF - Serviços Técnicos Ferroviários. Também o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) está em greve durante todo o mês de abril.

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão “aumentos salariais efetivos”, a “valorização da carreira da tração” e a melhoria das condições de trabalho nas cabines de condução e instalações sociais e das condições de segurança nas linhas e parques de resguardo do material motor. É ainda reclamada uma “humanização das escalas de serviço, horas de refeição enquadradas e redução dos repousos fora da sede”, um “efetivo protocolo de acompanhamento psicológico aos maquinistas em caso de colhida de pessoas na via e acidentes” e o “reconhecimento e valorização das exigências profissionais e de formação dos maquinistas pelo novo quadro legislativo”.