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Carlos Carvalhal: «Não vou pedir a ninguém para faltar ao trabalho mas peço aos patrões que libertem os funcionários»

Fotografia DR

Publicado em 22 de outubro de 2024, às 14:55

Técnico do SC Braga sobre o horário do jogo de amanhã (15h30) frente ao Bodo/Glimt

Carlos Carvalhal, técnico do SC Braga, apelou hoje para que os donos das empresas da cidade libertem os funcionários para o jogo de amanhã (15h30) frente ao Bodo/Glimt, a contar para a Liga Europa. O técnico foi questionado sobre o horário [imposição da UEFA] que por ser numa tarde laboral, deverá afetar o número de adeptos presentes nas bancadas, e também sobre os vídeos que o plantel foi postando nos últimos dias com desculpas para para os adeptos que faltarem ao trabalho.

«Não vou pedir ninguém para faltar ao trabalho, peço sim aos patrões para que libertem os funcionários para virem ver o jogo. Alguns podem fazer isso e depois fazem-se as respetivas compensações. A hora não é a melhor, dia de trabalho à tarde. Quem vier aqui ao estádio, de certeza absoluta, vem para apoiar a equipa», disse.

Leia o que Carlos Carvalhal disse na conferência de imprensa

O que espera do jogo frente ao Bodo/Glimt?

«Prevê-se um jogo nada fácil, perante uma equipa muito competente, vale pelo seu todo, tendo um treinador há seis anos, que está no final da época, estando, portanto, muito oleada ao longo do tempo. A nossa abordagem do jogo tem de ser muito inteligente, porque o Bodo/Glimt tem pontos fortes significativos como equipa. Tem as suas debilidades como todas as equipas, vamos procurá-las com força. A equipa demonstrou durante a semana muita confiança, isso é muito importante».

Que perigos é que o Bodo/Glimt poderá apresentar?

«É uma equipa muito forte em diversos momentos do jogo, compacta a defender, joga em losângulo e tem uma forma de pressionar muito característica. É muito forte nesse aspeto e também a transitar ofensivamente, que é uma das suas mais-valias. Vimos isso no com o FC Porto em que, creio, marcaram dois golos assim. É uma equipa também muito forte na bola parada. Em suma, é uma equipa completa porque faz muitas coisas bem. Para os vencer temos de ter um dia à Braga em comunhão com os nossos adeptos. É isso que temos como expectativa para o jogo de amanhã.

São realmente fortes em diversos momentos do jogo, compactos a defender, jogam em losango, pressionam de forma muito caraterística e são fortes nas transições ofensivas. Vimos dois golos contra o FC Porto com essa imagem. Também são fortes nas bolas paradas, é uma equipa completa, não o digo por ser uma super equipa, mas porque faz muitas coisas bem. Para vencer temos de estar num dia bom, à Braga, em comunhão com os nossos adeptos».

Os avançados do SC Braga vivem momento de menor fulgor. Isso deixa-o preocupado?

«A nossa missão é vencer jogos, os jogadores querem vencer todos os jogos, quem faz os golos é irrelevante, até porque muitas vezes as dinâmicas fazem com que sejam os médios a aparecer mais a finalizar. Falando em concreto do Roberto e Amine, podemos ver que foram infelizes no último jogo, com bolas aos postes, uma cada um. São situações que podem dar confiança mas eles têm trabalhado para a equipa. Estamos muito satisfeitos com eles e com todos».