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Violência e opressão das mulheres no trabalho aumentaram em Braga durante a pandemia

Violência e opressão das mulheres no trabalho aumentaram em Braga durante a pandemia
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Publicado em 25 de novembro de 2020, às 20:31

Barcelos, Guimarães e Famalicão foram apontados como os concelhos mais preocupantes

«Exploração, opressão e violência» foram os termos hoje usados para descrever a situação aflitiva de muitas mulheres portuguesas, e em particular no distrito de Braga. No "Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres" a União dos Sindicatos do Distrito de Braga (USB) e o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) deram a conhecer que em Braga a situação das mulheres trabalhadoras do distrito piorou consideravelmente durante a pandemia, facto que acabaria por se repercutir frequentemente em casa, transformando-se em violência doméstica, face à incapacidade das lesadas se "libertarem" financeiramente do seu agressor. Foram várias as situações publicamente reveladas durante uma tribuna pública que decorreu nos Claustros da Rua do Castelo, em Braga, e que pretendeu levar estes factos ao conhecimento da opinião pública. Raquel Gallego, da USB, explicou ao Diário do Minho que em causa está o crescimento de situações de abuso no trabalho de vária índole, desde o assédio moral ao sexual, passando pela desigualdade salarial, pela impossibilidade de conciliação da vida familiar e profissional, pela discriminação e pela exaustão a que estão sujeitas diariamente muitas mulheres nos seus empregos. «Os baixos salários são uma situação que, não sendo violência, permite a perpetuação da violência, levando a que as mulheres se sujeitem quer às várias formas de violência no trabalho, quer à violência doméstica, uma vez que a vítima não é capaz de promover a sua independência financeira», afirmou. [Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]
Autor: Carla Esteves