A abertura do Congresso contou com a participação, à distância, da reitora da Universidade Católica, que deu nota da necessidade «urgente» de «formar sistemas educativos mais resilientes no recrutamento de profissionais, nas condições que lhes são dadas, e também no modelo pedagógico», que «deve ser pensado de forma a que responda às necessidades do país, mas não deixando de nos integrar naquilo que é a nossa responsabilidade para que o mundo possa crescer de forma harmoniosa e coesa».
Isabel Capeloa Gil falou da falta de professores, uma «situação gravíssima» a nível global e nacional. «Em Portugal há falta de professores que possam continuar a acompanhar e desenvolver as nossas necessidades enquanto país em todos os ciclos de ensino», disse, vincando que, «globalmente, os números são avassaladores»: «quando entramos na pandemia faltavam 68,8 milhões de professores à escala global e Portugal não diverge».
A responsável falou de uma «classe profissional desmotivada» e de uma «incapacidade de recrutar profissionais para formação». Por isso, considerou «urgente reforçar a atratividade da profissão, dignificando-a».
Autor: Rita Cunha
Reitora da UCP defende necessidade «urgente» de repensar o modelo pedagógico
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Publicado em 11 de fevereiro de 2022, às 10:22