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Oposição impede castigo a sapadores que recusaram trabalhar em dia de folga

Oposição impede castigo a sapadores que recusaram trabalhar em dia de folga
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Publicado em 30 de outubro de 2022, às 09:50

O vereador da Proteção Civil da câmara de Braga acabou por revelar dados confidenciais em reunião pública.

Os vereadores do PS e da CDU na Câmara Municipal de Braga travaram, na reunião de vereação desta sexta-feira à noite, três propostas da coligação “Juntos por Braga” que defendiam a penalização de elementos dos bombeiros municipais que não aceitaram prestar serviço numa ação de sensibilização realizada na quadra natalícia de 2021.

A recusa dos bombeiros sapadores terá sido justificada no facto de terem sido convocados para trabalhar num dia de folga, conforme revelou o vereador da Proteção Civil, Altino Bessa. A revelação foi feita no calor do debate acesso que as propostas geraram na vereação, tendo levado o presidente do Executivo Municipal, Ricardo Rio, a travar a revelação de mais pomenores sobre uma matéria que a lei impede que seja tornados públicos.

O “chumbo” das propostas defendidas pela maioria foi também motivado pela ausência da reunião camarária da vereadora da Educação, Carla Sepúlveda. Com cinco vereadores do lado da oposição e cinco do lado da maioria, o presidente Ricardo Rio foi impedido por lei de usar o “voto de qualidade”, uma vez que as propostas que incidem sobre processos disciplinares são obrigatoriamente feitas por voto secreto.

O ataque aos processos disciplinares foi assumido pelo vereador do PS, Adolfo Macedo, que invocou a formação de jurista para afirmar que estavam em causa «condenações à medida» e «sem nenhuma fundamentação factual». O vereador Altino Bessa não gostou das insinuações e avançou com detalhes do processo. Assumiu que, inicialmente, os sapadores nem tinham sido solicitados para a ação pelo representante distrital da Autoridade Nacional de Proteção Civil, mas vincou que não gostou de saber que eram bombeiros das Caldas das Taipas (Guimarães) e de Viatodos (Barcelos) que vinham fazer o trabalho em Braga. O autarca do CDS acrescentou que tomou a iniciativa de contactar a Proteção Civil Distrital, oferecendo os serviços dos bombeiros municipais.

A revelação não passou em claro. «Quem precisa de um processo disciplinar é o vereador Altiono Bessa. É bom que o presidente da Câmara Municipal o ponha na ordem», comentou Hugo Pires, antes de Adolfo Macedo resumir que «o responsável por esta trabalhada toda é o vereador da Proteção Civil».


Autor: Joaquim Martins Fernandes