A necessidade de reforço dos mecanismos de proteção do trabalho e a adoção de medidas que promovam o emprego e a entrada dos desprotegidos e precários no sistema da Segurança Social foram duas ideias consensuais defendidas na última sessão do ciclo de conferências Nova Ágora, ontem à noite.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, aproveitou para divulgar algumas medidas de combate à precariedade no mundo do trabalho que se agravou com o surgimento da pandemia.
Perante os novos desafios colocados pela crise pandémica, a governante defendeu que é necessário «acelerar prioridades» e «fazer investimentos e mudanças estruturais em termos sociais» para contrariar a tendência de crise e valorizar os jovens no mercado de trabalho, com o envolvimento de toda a sociedade.
Os principais desafios, indicou, passam por dar respostas de emergência, através de medidas extraordinárias de emprego, resposta ao desemprego, apoio aos mais vulneráveis e apoio aos rendimentos, bem como por respostas estruturais com a mobilização social de todos, nomeadamente ao nível das qualificações e competências (digitais, da energia, ambientais, do cuidado no setor social).
Com o tema "Precariado: Novas Explorações Laborais", a terceira e última conferência do ciclo Nova Ágora 2021 contou ainda com os contributos do antropólogo Paulo Granjo e do economista Paulo Marques.
[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]
Autor: Jorge Oliveira
Mudanças no trabalho implicam reforço da proteção social
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Publicado em 20 de março de 2021, às 20:20