twitter

João Penalva mostra na zet gallery olhar especial sobre coisas banais

João Penalva mostra na zet gallery olhar especial sobre coisas banais
Fotografia

Publicado em 27 de novembro de 2022, às 12:16

Artista diz que a exposição que se pode ver na zet gallery «é uma espécie de lista de lojista, de coisas para venda».

Azet gallery inaugurou ontem a exposição “cadeiras, mantas, automóveis, flores, sapatos, recidos, retretes, passeios, urinóis e outros artigos para venda de João Penalva”.

Com a presença do artista, que é uma referência da arte contemporânea portuguesa, a inauguração contou com a presença de várias individualdades, como o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, António Cunho, do presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, do Reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro e do CEO da DST, José Teixeira.

Aos jornalistas, a curadora da exposição e diretora da zet gallery explicou que esta exposição reúne 23 obras de João Penalva produzidas nos últimos 15 anos.

«O João Penalva é um nome indeléval da arte contempoânea portuguesa, é um artista com um currículo com mais de 50 anos, feito maioritariamente fora. Ele morou sempre em Londres, ele é um artista que já fez Veneza, já fez São Paulo, teve retrospetivas na Gulbenkian, em Serralves. É, de facto, um artista ímpar da história contemporânea portuguesa», salientou Helena Mendes Pereira.

Assim, salientou, perante tudo isto, é um privilégio ter a suas obras expostas ao público bracarense na zet gallery.

João Penalva começou na dança e, já em Londres, estuda e decide dedicar-se às artes plásticas, com um caminho que passou pela pintura, pela instalação. «Agora, aquilo que ele nos apresenta é um olhar muito particular e especial sobre coisas banais do mundo que ele, em primeiro lugar, observa através da fotografia, mas depois trabalha, explora para apresentar novas perspetivas sobre coisas que são, aparentemente, banais», explica Helena Mendes Pereira.

Segundo realçou, a exposição que se pode ver na zet gallery «é uma espécie de lista de lojista, de coisas para venda».

A par da exposição, está também estabelecido um programa de atividades paralelo com três momentos. O primeiro está agendado para o dia 12 de janeiro, entre as 18h00 e as 19h00, onde estão previstas visitas guiadas por Helena Mendes Pereira.

Depois, para o dia 18 de janeiro, às 21h30, está agendada, a “Ágora de Cá: as listas de lojistas e a sociedade do consumo”. Por fim, no dia 18 de fevereiro, às 21h30, acontece a zet music sessions com Bjazz Choir.

«Par nós, trabalhar com um artista como o João Penalva, com este currículo, é, de facto, um provilégio. E, mais importante, é que esta exposição inaugura um ciclo de exposições para os próximos três anos em que nós trabalharemos com grandes artistas da arte contemporânea nacional e também alguns de nível internacional, para prepararmos o futuro, com um plano de atividades paralelas», salientou a diretora da zet gallery.

Presente na inauguração, João Penalva numa curta declaração, chamou a atenção para a entrevista que deu para o catálogo da exposição. O artista convidou a que visitem novamente as suas obras após essa leitura.


Autor: José Carlos Ferreira