«Não há desistências mas as escrituras estão a atrasar um a dois meses», contou.O responsável adiantou ainda que quando se tratam de terrenos ou casas devolutas os clientes vão sozinhos e depois dão o seu parecer.
Outro exemplo de adaptação é a imobiliária zome que acaba de lançar o Zome Now, um serviço de compra e reserva online de imóveis, com processos simples e rápidos.A empresa explica que a solução estava a ser trabalhada há vários meses e chega agora como resposta imediata à pandemia Covid-19 que afeta o planeta, de forma a garantir que os negócios imobiliários vão continuar a realizar-se.
«Este é um processo que já estava planeado e foi acelerado pela atual conjuntura, para dar resposta às necessidades demonstradas pelos nossos clientes. É uma ferramenta muito útil e intuitiva, que garante que os negócios imobiliários possam continuar a ser concretizados com máxima segurança. A distância é só física, porque o acompanhamento garantido pela Zome será tão próximo como era antes», revelou o chief technology officer da Zome, Carlos Santos.
O novo projeto Zome Now assenta em duas grandes modalidades: proposta de compra e reserva direta (pelo valor de venda do imóvel). No caso da proposta, esta é submetida e, caso seja aceite pelo proprietário, são recolhidos os dados do potencial comprador. Se for necessário recurso a crédito à habitação é elaborada uma ficha financeira, sempre com acompanhamento remoto de um intermediário de crédito da Zome. Logo que haja "luz verde" para avançar, deverá ser feito um depósito de 2500 euros que garante a realização de contrato-promessa de compra e venda (CPCV) no prazo de um dia útil. O procedimento é exatamente o mesmo, em caso de reserva direta.
Neste processo, as propostas de compra ou reservas diretas são validadas através do envio de um código SMS para o proponente, de forma a aumentar o nível de segurança da ferramenta.Assim, será sempre solicitado um número de telefone, para onde será enviado um código, que deverá posteriormente ser inserido no Zome Now, para autenticar o processo de proposta/reserva.A empresa recorda que todo este processo está em conformidade com o RGPD.
A nível nacional, a Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal (ASMIP) refere que 85% das empresas de mediação imobiliária estão paradas ou com a atividade reduzida. O inquérito realizado pela ASMIP conclui que, após 56,5% das empresas de mediação terem perdido «todos os negócios contratualizados nas últimas duas a três semanas», cerca de 33% estão atualmente «com a atividade parada», enquanto 52% «se encontram a trabalhar apenas a meio termo».Autor: Ana Marques Pinheiro