O Hospital de Braga tem vindo a implementar diversas medidas que visam prevenir a violência, física e psicológica no local de trabalho e apoiar as vítimas, como a criação do código de boa conduta “Prevenção e Combate ao Assédio no Trabalho”, a otimização da plataforma de registo de eventos adversos e a promoção da notificação por parte dos profissionais de saúde.O hospital promoveu ainda a reformulação dos gabinetes de consulta, para assegurar que existe sempre «um ponto de fuga» para o profissional, a colocação de acrílicos nos balcões de atendimento das consultas externas e a criação de um Gabinete de Apoio Profissional.Foi também implementado um sistema de botão de pânico portátil nos Serviços de Psiquiatria e de Urgência de Obstetrícia, um projeto-piloto que se pretende alargar para outros serviços.
Pr sentir «que é necessária uma ampla consciencialização da comunidade para os impactos da violência no setor da saúde, a sensibilização da sociedade para prevenção deste fenómeno e o incentivo da notificação de eventos adversos por parte dos profissionais de saúde», foilançada a campanha “Braga respeita quem cuida”. A iniciativa junta o hospital, a PSP, a Câmara Municipal, o Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES) Cávado 1, o Sporting Clube de Braga, os Transportes Urbanos de Braga (TUB) e a Autoridade para as Condições do Trabalho.
A campanha vai passar pela colocação de cartazes de sensibilização em diversos espaços do hospital e em todos os ecrãs dos autocarros dos TUB, pela colocação de outdoors e mupis por toda a cidade de Braga, a realização de uma formação da PSP para os profissionais de saúde do hospital e uma ação conjunta, em dia de jogo, com o SC Braga.
Segundo números da Direção-Geral da Saúde, mencionados na apresentação da campanha, 50% dos profissionais de saúde são vítimas, por ano, de violência física ou psicológica. Por dia, em Portugal,pelo menos quatro profissionais de saúde são agredidos.No ACES Cávado 1, e segundo o diretor executivo, Domingos Sousa, um inquérito feito há cerca de dois meses concluiu que 56% dos profissionais que ali exercem já foi vítima de violência.Em 53% dos casos tratou-se de violência verbal, havendo ainda assédio moral (24%), violência física (10%) e assédio sexual (4%). «Começa a ser uma situação avassaladora», referiu Domingos Sousa.
Autor: Redação/Lusa