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Generosidade resulta na doação de toneladas de bens alimentares

Generosidade resulta na doação de toneladas de bens alimentares
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Publicado em 29 de maio de 2017, às 10:45

A campanha realizou-se em diversas superfícies comerciais de todo o país

O espírito solidário voltou a brilhar no passado fim de semana, por ocasião da campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome. Os números, ainda provisórios, dão conta de mais de cem toneladas recolhidas nos distritos de Braga e de Viana do Castelo.

Segundo dados recolhidos pelo Diário do Minho, ao final da tarde, em Braga já tinham sido contabilizadas 92 toneladas de alimentos, esperando-se que, após a contagem final, este número se aproximasse – ou ultrapassasse – do obtido em maio de 2016 (131 toneladas).

Ontem, através das redes sociais, a delegação de Braga apelou à doação de leite, um dos alimentos que mais estava em falta, e, de acordo com a vice-presidente, Maria Pilar, os bracarenses responderam positivamente. A par deste bem, as massas e o arroz foram os bens mais doados nos diversos estabelecimentos aderentes.

Este pedido estendeu-se também aos voluntários que, este ano, rondaram o meio milhar no distrito. A realização de vários eventos na cidade poderá ter contribuído para este decréscimo.

O mesmo cenário verificou-se no distrito de Viana do Castelo, que contou com uma diminuição do número de voluntários em cerca de dez por cento, rondando os mil em todo o distrito.

«Estamos num período de muitas festas, sobretudo religiosas, e os estudantes, que nos costumam dar uma grande ajuda, estão em fase de exames», justificou o responsável.

No que respeita aos bens doados, ao final da tarde, ao armazém já tinham chegado 33,5 toneladas, menos dez por cento do que em maio de 2016, pela mesma hora. 

Contudo, segundo João Ferreira, presidente do Banco Alimentar de Viana do Castelo, este é um número «muito provisório» já que, devido à dispersão geográfica do distrito, muitos dos transportes só descarregam os alimentos uma vez ao final do dia. São, por exemplo, os casos de Melgaço e Monção.

Tal como em Braga, os bens mais doados foram o arroz e as massas. Em oposição, o leite e o azeite são aqueles que mais faltam.

O número de estabelecimentos comerciais aderentes em Viana – 57 – manteve-se praticamente igual ao do ano anterior: apenas aumentou um que, entretanto, abriu. Neste âmbito, João Ferreira lembrou que a colaboração com as superfícies se mantém ao longo de todo o ano, através da entrega de alimentos fora do período das campanhas.


Autor: Rita Cunha