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Distrito de Braga é o único no país com subida da criminalidade doméstica

Distrito de Braga é o único no país com subida da criminalidade doméstica
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Publicado em 27 de janeiro de 2021, às 11:27

A conferência reuniu especialistas de diversas áreas.

O distrito de Braga está em contra-ciclo no que respeita a tendência da criminlidade doméstica no país, sendo o único que apresenta uma subida. A informação foi transmitida pelo major Fernando Martins, chefe de secção de Investigação Criminal do Comando de Braga da GNR, ontem, durante um ciclo de conferências online organizado pela Cáritas Arquidiocesana de Braga, através do Centro de Informação e Acompanhamento a Vítimas de Violência Doméstica, em parceria com a Escola de Direito da Universidade do Minho. A iniciativa envolveu oradores de várias áreas. De acordo com os dados disponibilizados, o crime de violência doméstica passou de 1226 em 2018, para 1346 em 2020, mantendo a tendência de subida por três anos consecutivos, já que em 2019 foram registados 1306 casos no distrito. Destes 1346 casos no ano passado, a esmagadora maioria referem-se a violência contra cônjugue (1172).
Dos 14 concelhos que fazem parte do distrito de Braga, é em Barcelos que que há maior número de queixas, 230 no total. Seguem-se os concelhos de Vila Nova de Famalicão com 217, o de Guimarães com 188 e o de Braga com 140. O número vai sempre decrescendo até Terras de Bouro, com nove casos.
A esmagadora das vítimas são mulheres (78%) com idades compreendidas entre os 31 e os 64 anos de idade. No que respeita os resultados obtidos, o número de detidos no âmbito deste tipo de crimes foi 123 (mais 18 que em 2019). Foram ainda apreendidas 127 armas e presas preventivamente cinco pessoas (menos uma do que no ano passado). Na sua intervenção, o major Fernando Martins considerou que, dada a relevância e a pertinência do crime de violência doméstica para a sociedade, este não deve ser descurado. Para além disso, «a sua transversalidade a toda a sociedade» conduz à necessidade de se promoverem «respostas integradas e multisetoriais que correspondam às necessidades efetivas das vítimas. Defendeu, ainda, «uma aposta no reforço da proteção das vítimas e na qualidade da resposta».
Autor: Rita Cunha