Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara, Ricardo Rio, avança que o programa «reflete o sentido de responsabilidade» do município para com uma franja da população mais desfavorecida e surge numa altura particularmente crítica, com o agravamento dos custos da energia. «Este é um programa que tem impacto imediato e duradouro», refere o autarca, destacando que se trata de mais uma iniciativa de cariz social, mas também um contributo «para a defesa da sustentabilidade« do concelho.
Segundo Ricardo Rio, o programa vai ajudar a baixar a fatura energética das famílias e, simultaneamente, contribuir para a redução da pegada ecológica.Para já, o programa vai vigorar até ao final de 2023, mas pode vir a ter continuidade em futuros orçamentos municipais, se a procura assim o justificar.
Podem candidatar-se as famílias que beneficiam da tarifa social da energia elétrica, sendo que cada uma poderá beneficiar de um apoio máximo de 2 500 euros.O voucher atribuído terá de ser usado num dos fornecedores que constam de uma lista elaborada pela Associação Empresarial de Braga, parceira do município no programa.As soluções vão variar caso a caso e podem passar, entre outras, por janelas energeticamente eficientes, isolamento térmico, sistemas de aquecimento ou arrefecimento e instalação de caldeiras ou painéis fotovoltaicos.
«O que estamos a fazer é criar condições para utilização mais racional da energia. Este é um programa que tem um retorno concreto», refere Ricardo Rio.O autarca reforça ainda que esta é uma iniciativa que «se preocupa, de facto, em ajudar os cidadãos, ao contrário do que faz o Governo, que só tem foco na arrecadação de receita» e «só cultiva o enriquecimento por via do tarifário».
O administrador da empresa municipal BragaHabit, Carlos Videira, sublinha que se «passa muito frio» em Portugal, sublinhando que 19% dos portugueses estão em situação de pobreza energética. Já opresidente da Associação Empresarial de Braga, Daniel Vilaça, diz esperar que o programa lançado pelo município «possa inspirar» o Governo a promover mais apoios e estímulos para que as famílias e empresas implementem soluções de eficiência energética.
Autor: Redação/Lusa