Arepresentação do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal considera «insatisfatórias» e «pouco clarificadoras» as respostas que recebeu do vereador Altino Bessa sobre o Plano de Ação para a Energia Sustentável e Clima (PAESC) remetidas por este grupo municipal. Os deputados municipais bloquistas mantêm a idade de que «a versão atual [do plano] é ineficaz, pouco transparente e de duvidoso rigor técnico», pelo exige novos esclarecimentos. As novas questões são ainda justificadas no facto de os números avançados pelo vereador do Ambiente não coincidirem com os dos Plano, quer no número de medidas a adotar, quer no investimento municipal a realizar, havendo um “buraco” de 2 milhões de euros entre os valores avançados por Altino Bessa e os valores que constam no PAESC para a concretização das várias medidas.
«O Executivo Municipal afirma serem 8, em 69, as medidas destinadas à disseminação de guias de boas práticas e folhetos informativos, ascendendo o seu custo a 2,5 milhões. Mas, conforme listado no quadro 26 do PAESC, o número de medidas com este âmbito ascende a 22, em 67, com um custo de, pelo menos, 4,5 milhões de euros», refere o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal, que exige saber «o que falhou na candidatura da Câmara Municipal de Braga à Missão “Cidades Climaticamente Neutras e Inteligentes”» e se a Câmara Municipal «está disponível para antecipar a meta de neutralidade climática no território municipal, de 2050 para 2030, como pressupõe a candidatura que efetuou à Missão “Cidades Climaticamente Neutras e Inteligentes”». s bloquistas reivindicam também saber se o Executivo Municipal «vai manter a despesa» de 4,5 milhões de euros na concretização de «medidas duvidosas».
«Pode o Executivo Municipal remeter ao grupo municipal do Bloco de Esquerda o orçamento detalhado e desagregado da medida “implementação de soluções de eficiência energética e otimização da sustentabilidade climática”, para o setor “edifícios municipais”, com período de execução em 2008-2020 e cujo investimento previsto se cifra entre 50 e 100 milhões», questionam ainda.
Autor: Redação