twitter

Associações empresariais temem aumento «sem precedentes» de encerramentos

Associações empresariais temem aumento «sem precedentes» de encerramentos
Fotografia

Publicado em 15 de janeiro de 2021, às 19:02

Mais medidas e rapidez são exigidos ao Governo.

As associações empresariais do distrito de Braga estão preocupadas com o impacto do novo confinamento na sustentabilidade das empresas do comércio, serviços e restauração e temem que, após nove meses de «quebras significativas de faturação», haja um «aumento sem precedentes do número de encerramentos», o que levará à perda de «muitos» postos de trabalho e ao «agravamento da crise económica e social que se vive no país e na região». Num comunicado conjunto e que foi enviado ao Governo, a Associação Comercial de Braga, Associação Comercial e Industrial de Barcelos, Associação Comercial e Industrial de Esposende, Associação Comercial e Industrial de Famalicão, Associação Comercial e Industrial de Vizela e Associação Empresarial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto dizem estar «cientes da importância do combate à pandemia», mas defendem que «o Governo podia e devia excluir do novo confinamento o comércio de proximidade, que cumpre com rigor as normas e boas práticas de higiene e segurança estabelecidas pela Direção Geral de Saúde e não está sujeito a uma grande pressão de procura por parte dos consumidores». Dizem, por isso, duvidar que, «neste contexto, o benefício sanitário do encerramento deste formato de comércio compense, minimamente, o enorme prejuízo económico e social que esta decisão acarreta». No que respeita o pacote de apoios às empresas anunciados, consideram-nos «manifestamente insuficientes». Nesse sentido, reiteram a necessidade dos apoios chegarem às empresas «com maior velocidade», disporem de um acesso «mais alargado e simplificado» e um nível de apoio «mais reforçado», «sob pena de se perderem, irremediavelmente, milhares de micro e Pequenas e Médias Empresas e os respetivos postos de trabalho». Entre várias medidas, defendem que o layoff simplificado seja comparticipado a 100% pela Segurança Social «para as empresas cuja atividade tenha sido encerrada ao abrigo do confinamento» e que este apoio «seja estendido às empresas cuja atividade é permitida durante o confinamento, mas cuja faturação seja fortemente penalizada pela ocorrência do dever geral de recolhimento domiciliário», algo que não está previsto desta vez.
Autor: Rita Cunha