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Arquidiocese de Braga vai reduzir em 50% os gastos com energia

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Publicado em 04 de outubro de 2022, às 14:30

Com a instalação de centrais fotovoltaicas com mais de 2 100 painéis solares.

A Arquidiocese de Braga vai conseguir uma redução de cerca de 50% dos custos de consumo de energia, graças à instalação de centrais fotovoltaicas com mais de 2 100 painéis solares.Segundo fonte da arquidiocese, em causa está a criação de uma Comunidade de Energia Renovável, que tem como objetivos a sustentabilidade, a redução de custos e também o combate à pobreza energética entre as famílias carenciadas da região.

Com este projeto, a arquidiocese vai passar a gerar mais 27% de energia do que aquela que consome.Além disso, torna-se «energeticamente independente», pois 45% da energia consumida passa a ser proveniente da central solar. «Com isto, estamos a ajustar a política de consumo energética aos desafios que o aquecimento global, a escalada de preços da energia e os desafios ecológicos e ambientais nos colocam», sublinha a fonte.

Através deste projeto, a arquidiocese vai poder apoiar cerca de 650 famílias mais carenciadas, que vão beneficiar de uma tarifa social comunitária em média 30% inferior às atuais tarifas de mercado.No futuro, o projeto pretende incluir outras entidades, como as IPSS, os colégios e outras instituições ligadas à Arquidiocese de Braga.

A criação da Comunidade de Energia está a cargo da empresa Cleanwatts, sem custos para a arquidiocese.A Comunidade Energética vai arrancar com a instalação dos painéis nos telhados da arquidiocese (produtor-âncora), após o que a Cleanwatts vai angariar consumidores naquela região, «de preferência com afinidades sociais e perfis de consumo complementares» ao da arquidiocese.A Comunidade vai ter as suas centrais fotovoltaicas distribuídas por vários edifícios, designadamente Arquidiocese, Paço, Edifício de Santa Margarida, Lavandaria, Seminário Nossa Senhora da Conceição, Seminário Conciliar e Instituto Diocesano de Apoio ao Clero.

Segundo a Cleanwatts, a Comunidade poderá, posteriormente, crescer com a adesão de novos membros produtores, que tenham telhados ou terrenos com capacidade para expandir a potência fotovoltaica instalada. «O impacto da Comunidade poderá ainda crescer com a introdução de outras fontes de geração renovável, como eólica, biomassa ou hidroelétrica, por exemplo», acrescenta.


Autor: Redação/Lusa