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“Casas para Viver” apela à participação na manifestação de 14 de novembro em Braga

“Casas para Viver” apela à participação  na manifestação de 14 de novembro em Braga
Fotografia Francisco de Assis

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 04 de novembro de 2026, às 20:37

Plataforma com vários movimentos reivindicam direito à habitação digna e revogação da lei das rendas

A Plataforma “Casas para Viver” de Braga convocou hoje uma conferência de imprensa para reavivar as reivindicações sobre o direito à habitação. No encontro com os jornalistas, os representantes de quatro movimentos apelaram à participação dos bracarenses na manifestação marcada para o dia 14 de novembro, às 15h00, a partir do Arco da Porta Nova, até ao coreto na Avenida Central.

Na conferência de imprensa participaram André Castanho e Cândido Abreu, do movimento Porta a Porta; Beatriz Coelho, do movimento “Dignidade Académica”; João Azevedo, do “ Já Não dá mais”; e Francisco Silva, Braga Ruído”.

«Vivemos uma profunda crise na habitação. Para milhares de pessoas e famílias, encontrar uma casa onde viver, conseguir pagar uma renda ou manter a habitação que têm tornou-se uma dificuldade cada vez maior. Os salários não acompanham os preços das casas e das rendas, enquanto a especulação imobiliária continua a transformar um direito fundamental numa oportunidade de negócio», lamenta o Porta a Porta.

«No dia 14 de novembro não ficamos em casa e incentivamos os restantes membros da academia, desta e das demais deste pais, a saírem e lutarem por um futuro que é nosso», apelou Beatriz Coelho.

O ”Já Não Dá Mais – Braga”, nascido das manifestações de 10 de Outubro, reafirma que para muitas famílias, «já não dá mais».

João Adevedo referiu que no distrito de Braga o preço das casas vendidas subiu 28,7% em Barcelos, 28,6% em Guimarães e 21,6% em Braga, onde o metro quadrado já passa os 2.400 euros.

O responsável do Projecto Ruído «exige mais investimento na habitação pública, controlo das rendas, travão nos despejos, mais medidas de proteção dos inquilinos e pôr os bancos a pagar o aumento das prestações das casas para, assim, acabar com este paradigma da habitação como mero ativo financeiro».

A plataforma  “Casa para Viver” reafirma a luta pela habitação e renova o apelo à participação na manifestação do dia 14.