O Bloco de Esquerda (BE) do distrito de Braga realizou hoje uma conferência de imprensa para abordar o Orçamento do Estado (OE) para 2027 e as suas consequências para o País e para o distrito. Para os bloquistas, a proposta aumenta a instabilidade do país e atrasa o distrito de Braga, com o adiamento de investimentos vitais.
Na conferência de imprensa estiveram Beatriz Coelho, Ricardo Cerqueira, José Maria Cardoso e Alexandre Mano, dirigentes da Comissão Coordenadora Distrital (CCD) de Braga.
«A proposta de Orçamento de Estado para 2027 apresentada pelo Governo consubstancia, sem surpresa, a continuidade de políticas que têm agravado desigualdades e obstaculizado o acesso a serviços públicos e a direitos básicos», começa por referir, prometendo bater-se «contra estas opções», e lamenta que a aprovação do OE 2027 – «antecipadamente anunciada por um PS abstencionista – signifique não estabilidade política, mas sim o crescimento da instabilidade nas vidas de uma população sufocada pelo aumento do custo de vida, e continue a adiar investimentos vitais para o distrito».
Segundo o BE, agrava-se a falta de investimento na Escola Pública, não se vislumbrando qualquer medida para suprir a falta de professores; na Saúde agravam-se os problemas com a opção de subsidiar interesses e lucros privados em vez de investir num serviço público de acesso universal e gratuito
No que toca à mobilidade, o BE voltará a propor a redução das portagens na A7 e na A11, na ligação a Vizela. Quanto ao património público, o BE propõe a recuperação do palacete de Fafe, para garantir um efetivo acesso à justiça. O BE promete defender um reforço das verbas para o Parque Nacional da Peneda-Gerês.