A criação artística e o dinamismo familiar assumiram o protagonismo das propostas alternativas na Noite Branca de Braga.
No gnration, a abertura da 12.ª edição dos Laboratórios de Verão assinalou o regresso de uma das iniciativas de referência no apoio à criação contemporânea, apresentando o resultado das residências artísticas desenvolvidas por criadores emergentes da região.
A mostra reúne três instalações originais na Galeria Zero e Galeria Um e integra uma performance-concerto. Trata-se de um projeto em rede com a Solar, em Vila do Conde, e o CAAA, em Guimarães.
A curadora da exposição, Filipa Valente, explicou que se procurou «trabalhar a temática do ecossistema dentro da exposição, porque o ecossistema pode ser entendido ligado à questão da ecologia, presente nos trabalhos em exposição».
A responsável acrescentou que a mostra explora «a questão da paisagem, desde a paisagem micro à paisagem macro, da paisagem natural à paisagem construída, da paisagem visual à paisagem sonora», salientando que os projetos convidam a olhar o mundo através do conjunto de relações entre elementos.
Os trabalhos abordam a reutilização de materiais fotográficos nas criações de Sandra Teixeira, as transformações da paisagem no trabalho de Marisa Fernandes, e a poluição do Rio Ave nas obras de Bruno Mesquita.
A noite de abertura acolhe, ainda, a performance do duo Maria Amaro e Calgon.
Durante a sessão inaugural, que contou com a presença de representantes dos espaços parceiros, o diretor artístico do gnration, Luís Fernandes, sublinhou a evolução qualitativa e a consolidação do projeto na captação de talentos. A exposição pode ser visitada, em Braga, até ao dia 19 de setembro.
Educação ambiental e diversão para famílias
A pouca distância dali, o Campo da Vinha transforma-se no epicentro das dinâmicas dedicadas aos mais novos.
Através da Agere, o espaço oferece atividades lúdicas e pedagógicas focadas na sustentabilidade e na preservação dos recursos naturais.
O recinto conta com o espaço “Aqualanche”, com oferta de águas, e uma “Árvore dos Compromissos”, onde os mais jovens assumem rotinas de poupança de água e reciclagem.
A responsável pela educação ambiental da empresa no local, Luísa Pinto, sublinhou que «tudo roda em função de uma educação ambiental» e que existiu o «cuidado de marcar a presença de uma forma divertida».
A técnica frisou que a mensagem foca os mais novos para impactar as famílias. «Acredito que, através dos pequenos, vou convencer os grandes, porque se eu chegar lá e passar bem a minha mensagem e se o meu emissor chegar até ao receptor, sei que depois, em casa, eles vão mudar hábitos», sustentou Luísa Pinto.
A dinamização inclui jogos pedagógicos, como a pintura de um mural ecológico e a separação do lixo, e a oferta de garrafas de vidro associada à adesão à faturação eletrónica.
A oferta infantil completa-se com um carrossel em madeira movido a pedais e brinquedos tradicionais de madeira de grandes dimensões no recinto, bem como pinturas faciais para os mais novos.