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Poeta catedrático da Universidade do Minho venceu Prémio de Ensaio Jacinto Prado Coelho/2026

Poeta catedrático da Universidade do Minho venceu Prémio de Ensaio Jacinto Prado Coelho/2026
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 26 de julho de 2026, às 15:36

António Carlos Cortez é o autor da obra “O Fim da Educação, crise, crítica, ensino e utopia”

O poeta, ensaísta e catedrático da Universidade do Minho António Carlos Cortez venceu o Prémio de Ensaio Jacinto Prado Coelho/2026 pelo livro “O Fim da Educação, crise, crítica, ensino e utopia” (2025), foi hoje anunciado.

O Prémio, com o valor de 4.000 euros, é atribuído pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários (APCL), e foi uma escolha por unanimidade do júri, constituído por José Cândido Oliveira Martins, da Universidade Católica, de Braga, Margarida Braga Neves, da Universidade de Lisboa, e Paula Cristina Costa da Universidade Nova de Lisboa.

Os jurados assinalam que o galardão “premeia não só a excelência e a pertinência deste livro publicado em 2025, mas também o percurso intenso e importante que António Carlos Cortez tem desenvolvido como ensaísta e crítico literário ao longo dos últimos 25 anos”.

Além da “importante vertente de ensaísta”, o júri refere que António Carlos Cortez “segue e honra também o perfil de didático da literatura na sua constante militância pela Educação em Portugal, pelo ensino da literatura, em particular”.

Segundo o júri, “esta sua militância pela didática no ensino adequa-se perfeitamente ao patrono deste prémio – Jacinto Prado Coelho (1920-1984) – também ele, além de um ensaísta exímio, um pensador e defensor das boas práticas da didática no ensino da literatura”.

“Foi, aliás, o autor desse ensaio maior da educação literária, ‘A educação do sentimento poético’”, do qual António Carlos Cortez parte, precisamente neste livro premiado, para o seu texto final sobre o ensino de Camões”.

António Carlos Cortez também ficcionista e crítico literário é doutorado em Ciências da Literatura pela Universidade do Minho. Colaborador permanente do jornal Diário de Notícias, sendo responsável pela coluna de crítica "Directo à Leitura", é também colunista da revista Visão e do Semanário Sol.

Entre 2002 e 2025 assinou a página de crítica do Jornal de Letras, Artes &Ideias "Palavra de Poesia". Colaborador permanente das revistas Relâmpago e Coloquio-Letras, publicou desde 1999 quinze livros de poesia.

Cortez traduziu para português os poetas Alfonso Costafreda e Rudolfo Hasler.

Na área de ensaio escreveu “Nos Passos da Poesia” (2005), “Voltar a Ler” (2018), “Crítica Crónica” (2020), “Poética Com Dicção” (2021), “O Fim da Educação” - crítica, crise, ensino e utopia (2025) e “Para Ler Camões” (2025). É ainda autor do romance “Um Dia Lusíada” (2022) e do livro de contos, “Cenas Portuguesas” (2024).

A cerimónia de entrega do Prémio terá lugar nas instalações da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas/Arquivo Nacional Torre do Tombo, [em Lisboa] e será anunciada em breve, afirma a APCL no mesmo comunicado.

O ano passado o vencedor, também por unanimidade, foi o ensaísta, crítico literário, tradutor e professor jubilado da Universidade Nova de Lisboa, João Barrento, pelo livro “Os infinitos modos da palavra – Caminhos e metamorfoses da poesia portuguesa contemporânea”.