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Bracarenses já perceberam a falta que a CDU faz na Câmara municipal

Bracarenses já perceberam  a falta que a CDU faz  na Câmara municipal
Fotografia DM

Publicado em 19 de julho de 2026, às 18:35

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, no convívio de verão da CDU

O secretário-geral do PCP manifestou hoje a sua convicção que, passados estes meses das últimas eleções autárquicas, os bracarenses já entenderam a falta que a CDU faz na vereação da Câmara de Braga.
Recorde-se que os comunistas perderam o único vereador que tinham no executivo e apenas elegeram um deputado para a Assembleia Municipal de Braga. «Não é a primeira vez que isso acontece. Não é a primeira vez que perdemos o vereador aqui em Braga, como sabemos. E o que é facto e que é a realidade é que, das vezes que perdemos, no mandato seguinte recuperámo-lo. Por alguma razão, é porque fazíamos falta. E eu acho que é isso que vai acontecer. Nós perdemos o vereador, estamos em condições de continuar o nosso trabalho», disse Paulo Raimundo aos jornalistas. O dirigente comunista garantiu que a CDU está a fazer o seu trabalho, «e as pessoas vão reconhecer essa necessidade e vão, nas próximas eleições, dar-nos essa força».«Ajuda ter um vereador, claro que ajuda, mas não é isso que limita a nossa ação», garantiu. Paulo Raimundo, sobre a situação política no país,  não poupou críticas ao Governo. Segundo revelou, não está afastada a hipótese de uma moção de censura ao Governo, mas «no momento cerro». Contudo, sublinhou essa censura terá que ser acompanhada de uma censura social e política. O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou hoje que o Governo está «em profunda degradação» e não descartou a hipótese de o seu partido avançar com uma moção de censura. Em declarações aos jornalistas em Braga, durante uma festa convívio com militantes, Raimundo disse que as recentes polémicas envolvendo os ministros da Educação e da Administração Interna se juntam ao desempenho de outros membros do Governo, como os titulares da Saúde e das Infraestruturas. Para o líder do PCP, até o próprio primeiro-ministro «já não conta bem com ele». «Basta ver a forma como entrou no debate do Estado da Nação, a intervenção que fez no debate do Estado da Nação, que revela, de facto, o primeiro-ministro aflito. E eu percebo porquê. O senhor primeiro-ministro já percebeu que quanto mais avança a sua política, mais contestação há à sua política, mais isolado o Governo fica», apontou. Sobre a polémica dos exames nacionais – cuja correção e divulgação tem sofrido alterações e atrasos -, Paulo Raimundo falou numa «trapalhada» e «caos completo» e acusou o ministro da Educação de arrogância, de desresponsabilização e de disparar em todos os sentidos. Já sobre o ministro da Administração Interna, o líder do PCP disse que é preciso «esclarecer tudo» e que Luís Neves será «a primeira pessoa que tem mais interesse em que se esclareça todas estas notícias que estão a pairar no ar».