A música de Angel Bat Dawid, Félicia Atkinson, Ana Lua Caiano, Joana Sá e Ex-Easter Island Head destacam-se na programação do gnration para os quatro últimos meses do ano.
O programa de música tem início a 18 de setembro com a apresentação do novo disco da trombonista Kalia Vandever, “Mana”, seguindo-se a dança de Fábio Krayze e a música do produtor DJ Poco, reunidos no espetáculo “Batida”, num cruzamento de referências entre Angola e Portugal.
Em outubro, o ciclo Radiografia, que tem dado palco a jovens compositores de Braga, abre com a pianista Ana Teresa Pereira e novas obras inspiradas na pintura de Paula Rego, e segue com a compositora japonesa Midori Hirano e o seu álbum “Otonoma”.
Joana Sá, também em outubro, apresenta o projeto “Corpo : Território — Variações sobre Inquietação”, que conjuga gravações nos Açores e na Serra da Estrela, com registos dos incêndios de 2025.
Na música, outubro encerra com os bracarenses Travo e o seu próximo álbum, “Wasteland”. Novembro abre com os Ex-Easter Island Head, da “vanguarda de Liverpool”, e conta com Ana Lua Caiano, que inicia em Braga a digressão do seu novo álbum, “Devagar que a vida é curta”. Seguem-se a clarinetista, pianista e DJ norte-americana Angel Bat Dawid, a sul-coreana Park Jiha e o seu disco “All Living Things”, e a eletro-acústica da francesa Félicia Atkinson.
Os concertos do programa regular encerram a 12 de dezembro com o encontro entre MAQUINA. e Scúru Fitchádu.
O ciclo Ocupa, dedicado a novos criadores de Braga, nos domínios da música eletrónica e da arte digital, decorrerá em dezembro, com concertos de BVHZ, I’A’V’, João MS e José Gonçalves Rios com Israel Machado. Haverá ainda um espetáculo audiovisual pela ODE – Orquestra de Dispositivos Eletrónicos, orientada pelo compositor Pedro Lima, o “Clube de Vídeo”, de Bruno Rodrigues Martins, um Posto de Escuta com obras de estudantes do mestrado de Media Arts da UMinho e uma conversa sobre o lugar dos festivais no ecossistema de uma cidade.
Na arte, há três exposições: “MANKURTS”, de Olga Kisseleva, e “Matéria Escura Digital”, de Rosemary Lee, de 9 de outubro a 2 de janeiro, que sucedem à mostra dos Laboratórios de Verão, com obras de Bruno Mesquita, Marisa Fernandes e Sandra Teixeira (4 a 19 de setembro).
Dos Laboratórios de Verão vem também o espetáculo “ENTRE-LINHAS”, da contrabaixista Maria Amaro e da artista visual Calgon, que se estreia a 04 de setembro. Nos dois dias seguintes, haverá concertos gratuitos do Grupo Coral do Auto-tune e dos bracarenses OCENPSIEA.
Quanto ao ciclo Paraíso, dedicado a expressões afrodescendentes e lusófonas, cumpre-se a 11 e 12 de setembro, sob o mote “Passado e Futuro na Afrodescendência”.
‘Online’, o ciclo de conversas Divine Time conta com as artistas Wendi Yan (16 de setembro), Miriam Hillawi Abraham (14 outubro) e Dian Joy (18 novembro), e estreia-se um ‘showcase’ do Ensemble of Other Living Being.
No Jogo Cruzado haverá o trabalho da realizadora Inês Nunes para uma peça do compositor iraniano Saba Alizadeh, e a música da dupla espanhola Tarta Relena para um filme da realizadora francesa Anouk Moyaux.
De 22 a 24 de outubro, o gnration acolherá concertos do festival Semibreve.