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Braga integra projeto europeu para mitigar alterações climáticas

Braga integra projeto europeu para mitigar alterações climáticas
Fotografia DM

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 14 de julho de 2026, às 16:11

Município quer executar no terreno ações apontadas em planos estratégicos

O Município de Braga integra o projeto europeu Pathways2Resilience (P2R), uma iniciativa financiada pelo programa Horizonte Europa que pretende apoiar regiões e municípios na concretização de estratégias de adaptação às alterações climáticas.

Apresentado hoje na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, o P2R irá desenvolver-se em Braga até outubro de 2027, com apoio técnico especializado.O objetivo passa por transformar os diagnósticos e planos já elaborados pelo município em ações concretas, identificando prioridades de investimento, oportunidades de financiamento e medidas com impacto direto na proteção do território e das populações.

Na sessão de apresentação do projeto, na Biblioteca Lúcio Craveira do Silva, o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, explicou que o município pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido através do Plano Municipal de Ação Climática (PMAC) e da Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, passando da fase de planeamento para a implementação no terreno.

«Queremos passar dos diagnósticos feitos nos últimos anos para ações concretas no terreno, definindo prioridades de investimento que permitam tornar o território de Braga mais resiliente, mais eficazes na mobilidade, na transição energética e na adaptação às alterações climáticas», disse.

 Segundo o autarca, as áreas prioritárias de intervenção centram-se na mobilidade sustentável, na transição energética e na resiliência climática, respondendo a fenómenos extremos cada vez mais frequentes, como as ondas de calor, precipitações intensas, cheias e ventos fortes.

«Temos que criar medidas e mecanismos de forma a proteger melhor as nossas populações», referiu.

Ações já em curso

Apesar do projeto não contemplar, nesta fase, obras físicas, Altino Bessa destacou intervenções   que já estão em curso ou projetadas e que se enquadram na estratégia de adaptação climática do município. Estre elas estão a requalificação das margens do Rio Este, na zona da Lagoa e a jusante, bem como a futura criação do Parque Ecológico do  Rio Este, atualmente em consulta pública.

O município prevê ainda investir mais de 600 mil euros na intervenção da área de proteção contra cheias junto ao parque Industria de Padim da Graça, com o objetivo de reduzir o risco de inundações naquela zona.

Além da Câmara Municipal, estiveram na apresentação do projeto representantes da Factual Consulting, entidade coordenadora, e da Simbiente, empresa responsável pela elaboração do Plano Municipal de Ação Climática de Braga.

Em declarações ao Diário do Minho, Manuel Filgueiras, da Factual Consulting, indicou que o P2R em Braga encontra-se numa fase inicial,  procurando articular entre o município  e as entidades envolvidas no plano municipal das alterações climáticas as ações mais prioritárias para executar.

«O objetivo é encontrar os mecanismos de financiamento mais adequados  para cada uma das medidas previstas, recorrendo a fundos europeus, mas também a recursos municipais, permitindo que, num horizonte de três a cinco anos após o termino do projeto, as ações prioritárias estejam em execução», explicou. 

Projeto europeu alargado

Braga integra um grupo de 100 municípios e regiões selecionados para participar  no Pathways2Resilience, não só de países da União Europeia como também do Reino Unido, da Islândia, da Turquia e da Ucrânia.

O projeto teve início em outubro de 2025 e termina em outubro de 2027. Durante o verão e o outono decorrerão workshops e sessões de auscultação das partes interessadas para definição das prioridades de intervenção. Entre o final deste ano e o início do próximo  serão estabelecidos os objetivos, o calendário de execução e as trajetórias de implementação, seguindo-se ao longo de 2027 a elaboração do plano de investimentos.

Entre as áreas que serão aprofundadas destacam-se a mobilidade, acessibilidade, habitação, energia e pobreza energética, gestão da água, drenagem, prevenção de cheia e secas, infraestrutura verde, biodiversidade, florestas, conforto térmico e saúde.