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Com 185 anos, a Biblioteca Pública de Braga pode ser um “antídoto” para notícias falsas

Com 185 anos, a Biblioteca Pública de Braga  pode ser um “antídoto” para notícias falsas
Fotografia Francisco de Assis

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 13 de julho de 2026, às 21:20

Os parabéns foram cantados hoje mas o programa de aniversário prossegue nos próximos dias, com muitas atividades abertas ao público

A Biblioteca Pública de Braga (BPB), Unidade Cultural da Universidade do Minho completou hoje 185 anos de serviço à comunidade académica, do conhecimento e da sociedade em geral. Após a conferência “Educação e cultura como instrumentos políticos no liberalismo cartista da época mariana: a proeminência de Garrett”, em declarações aos jornalistas, tanto o reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes; como Márcia Oliveira expressaram a mais-valia da Biblioteca  aniversariante, com a diretora a considerar que a BPB pode ser vista como um local de pensamento e reflexão, uma espécie de “antídoto” para combater notícias falsas.

Depois da conferência, o reitor da UMinho, pro-reitores, professores, funcionários da Biblioteca e convidados, juntaram-se no claustro do edifício para o momento de descontração e para cantar os parabéns à Biblioteca Pública de Braga.

Para Márcia Oliveira entende que a Biblioteca continua a ter um acervo muito importante, quer do ponto de vista da investigação e dos investigadores que vêm procurar temas específicos, desde o livro antigo; até a temáticas mais especializadas da área da filosofia, da área dos estudos culturais, de todos os tipos.

Questionada sobre a importância daquela unidade cultural, esta responsável entende ser muito difícil dizer em que áreas é que a Biblioteca é mais importante para, mas há dúvidas sobre a sua valia, mesmo 185 anos depois e com tanta tecnologia.

Por sua vez, o reitor da UMinho também fez questão de dar os parabéns à Biblioteca Pública, pelo aniversário, mas sobretudo pelo papel que desempenha na sociedade. «A Biblioteca é, de facto, um legado que a Universidade recebeu e é um legado que tem que ser visto como uma unidade especial, sobretudo do ponto de vista cultural e do legado histórico que é. Portanto, a UMinho tem feito esse esforço. É assim que ovemos, é um legado especial e é um legado para o qual nós temos um compromisso, ainda que do ponto de vista prático possa representar um desafio. Desde logo porque as instalações têm muitos anos e têm sempre necessidade de manutenção. Aliás, necessidade de obras, de fundo, para o qual a Universidade sistematicamente não tem capacidade financeira. Mas tem que ser criativa e encontrar formas de dar apoio à Biblioteca para manter um legado que tinha e projetar também outras atividades que a Biblioteca faz. Curiosamente, nestes últimos anos, tem, de facto, aberto muito mais à comunidade e tem mostrado a valia daquilo que detém aqui entre estas paredes. E esse, para nós, para a Universidade, é um componente também de ligação à sociedade, à comunidade onde estamos, que é muito importante», referiu Pedro Arezes.