O Hospital de Braga ativou o nível 2 do plano de contingência, devido à vaga de calor que se faz sentir e à afluência ao Serviço de Urgência, foi hoje anunciado.
Em declarações à Lusa, a diretora clínica da Unidade Local de Saúde de Braga, Aldara Braga, disse que, até ao momento, já foram abertas, pelo menos, 30 camas de contingência.
Paralelamente, foi reforçado o serviço de altas clínicas, “para agilizar o fluxo de entrada e saída” de doentes e, assim, evitar que camas fiquem desnecessariamente ocupadas.
Ativado na noite de quarta-feira, o nível 2 do plano de contingência significa ainda maior vigilância dos grupos vulneráveis, como doentes crónicos, idosos, crianças e grávidas.
“Notámos que houve um incremento da afluência ao hospital desde a última semana e estamos em permanente avaliação da situação. Mas até ao momento ainda não houve qualquer redução da atividade assistencial”, vincou Aldara Braga.
A diretora clínica disse que o nível 2 se manterá “enquanto se revelar necessário”.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou na quarta-feira recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o “papel de proximidade essencial” que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.
A DGS apontou quatro grupos de populações mais vulneráveis - pessoas com mais de 65 anos, crianças com menos de 5 anos e grávidas; com doenças crónicas e deficiência ou dependência, incluindo acamados ou com mobilidade reduzida; que vivem sozinhas ou em situação de sem-abrigo; e trabalhadores expostos ao calor e pessoas institucionalizadas.
O Governo declarou hoje situação de alerta devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.