Filipe Melo, Carlos Barbosa e Paulo Ralha vão disputar a liderança da Distrital de Braga do Chega, nas eleições marcadas para domingo.
Presidente da Distrital desde 2020 e deputado na Assembleia da República, Filipe Melo recandidata-se a novo mandato, assumindo como objetivo transformar o Chega na primeira força política do distrito.
Melo esgrime como trunfo o crescimento do partido em Braga, traduzido, designadamente, na eleição de cinco deputados nas últimas Legislativas e na eleição de um vereador em seis dos 14 concelhos do distrito nas últimas Autárquicas.
Se for reeleito, promete um mandato marcado pelo reforço da organização interna, pela proximidade aos militantes e pela preparação dos próximos desafios eleitorais.

Na corrida está também Carlos Barbosa, atual presidente da Mesa da Assembleia Distrital de Braga, que foi eleito nas listas de Filipe Melo, mas que desta vez decidiu encabeçar uma lista concorrente.
Barbosa, que é igualmente deputado na Assembleia da República, diz querer no distrito “um Chega mais forte, mais limpo, mais unido e mais próximo de quem trabalha no terreno”.
“No dia 5 de julho, a escolha é simples: ou continuamos presos ao medo, à intriga e aos jogos de bastidores, ou damos a Braga uma liderança livre, frontal e ao serviço do partido”, refere.
Sublinha que a sua candidatura nasce da convicção de que” é possível fazer mais e melhor”.
“Acredito numa estrutura distrital próxima das pessoas, capaz de ouvir, apoiar e valorizar o trabalho desenvolvido diariamente pelas concelhias. Acredito que os militantes devem voltar a sentir que têm uma voz ativa no partido e que fazem parte de um projeto comum, construído com respeito, diálogo e espírito de equipa”, aponta.

Já Paulo Ralha, que nas últimas Autárquicas foi eleito vereador para a Câmara de Barcelos, tem sido o candidato mais crítico do funcionamento do partido no distrito de Braga, apontando como grande desígnio a “credibilização” da Distrital.
Diz que quer acabar com “polémicas e inimizades”, que pretende pôr fim às “intromissões” na autonomia das concelhias e pugnar por um “partido aberto, participado, sério e preparado para representar os portugueses com dignidade e coerência”.
“A minha candidatura nasce precisamente com esse objetivo: credibilizar o partido no distrito, romper com as amarras ao passado, ouvir os militantes, estar ao lado das concelhias e devolver autonomia a quem trabalha diariamente em nome do partido nos seus concelhos”, vinca.
