O Palácio do Raio, foi, ontem, palco da apresentação da obra “Linhas de amor...por Braga”, um livro de colorir da autoria de Iolanda Guimarães, que nasceu da exposição homónima também inaugurada no Centro Interpretativo da Misericórdia de Braga em maio de 2025.
O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, Bernardo Reis, esclareceu que «é precisamente a partir desse percurso expositivo — que uniu ilustração, vídeo, fotografia e investigação — que nos chega agora um livro que convida todos, especialmente os mais novos, a descobrir Braga através da cor, do traço e da imaginação».
«Esta obra encontra também no Palácio do Raio uma importante fonte de inspiração. Enquanto um dos mais notáveis exemplares do património barroco e rococó de Braga, o Palácio do Raio constitui um espaço privilegiado de encontro entre a história, a arte e a comunidade», afirmou Bernardo Reis, recordando que «foi neste cenário de memória e beleza que a exposição “Linhas de amor... por Braga” ganhou vida, inspirando um olhar atento sobre a cidade e os seus símbolos».
«O livro que hoje apresentamos prolonga esse convite à descoberta, transformando o património bracarense numa experiência criativa, acessível e participativa para todas as idades. Esta edição resulta de uma parceria próxima e muito estimada com a autora, Iolanda Guimarães, artista bracarense e criadora do projeto @i.lus.tra.me, cuja sensibilidade transformou vivências, gestos e quotidianos da nossa cidade em imagens vibrantes e acessíveis», vincou o provedor da Misericórdia de Braga.
Sustentando que «ao folhear estas páginas, revisitamos lugares, memórias e pessoas que dão alma a Braga, agora prontos a ganhar novas cores pelas vossas mãos», Bernardo Reis esclareceu que o livro foi lançado no âmbito do Dia Mundial da Criança, reforçando o compromisso da Misericórdia de Braga em aproximar a cultura das famílias e das escolas, estimulando a criatividade, o pensamento livre e o amor pela cidade.
A autora, Iolanda Guimarães, afirmou que a exposição, no Palácio do Raio, constituiu «uma homenagem à cidade e às pessoas que nela habitam».
«Como o meu tipo de ilustração é em linha e depois faço preenchimento de cor, pensei porque não retirar a cor e transferir isto para um livro de colorir para que as pessoas também pudessem fazer parte deste processo?», questionou, acrescentando que assim se passou de uma exposição para um livro, passando das paredes para um sítio físico que será guardado para sempre.
«Cada um vai ser original, cada pessoa vai desenhar e pintar a sua forma, vai colorir como bem gostar», afirmou, lembrando que hoje em dia a ilustração e a pintura promovem também o relaxamento num mundo agitado.