Os pais dos alunos da Escola Básica de S. Lázaro, em Braga, manifestaram-se esta sexta-feira contra as sucessivas avarias do sistema de ar condicionado do estabelecimento de ensino, uma situação que, segundo denunciam, se arrasta desde a conclusão das obras de requalificação, em 2018.
Os encarregados de educação queixam-se de que, no inverno, as salas ficam demasiado frias e, no verão, o calor se torna difícil de suportar. Ana Alves, mãe de uma aluna, afirmou que há estudantes que chegam a levar mantas para as aulas durante os meses mais frios e que, este ano, foi autorizada de forma excecional a utilização de ventoinhas durante as provas ModA.
A mesma encarregada de educação referiu ainda que, quando funciona, o sistema «faz muito barulho» e que existem salas onde é necessário manter baldes para recolher a água que escorre dos equipamentos. Segundo os pais, as intervenções realizadas ao longo dos últimos anos têm sido apenas soluções temporárias, sem resolver definitivamente o problema.
A situação foi também levantada na reunião do executivo municipal pelo vereador da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, que criticou a demora na resolução do caso e acusou o Município de falta de acompanhamento. O eleito considerou que «foi atingido o limite do tempo de espera» e defendeu que o problema tem de ser resolvido de imediato.
À margem da reunião, o presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, reconheceu a preocupação em torno da situação, mas garantiu que o Município está a trabalhar para solucionar a avaria. O autarca explicou que o sistema já foi reparado em ocasiões anteriores e adiantou que uma peça danificada durante a trovoada da semana passada só deverá estar disponível na próxima semana.
Questionado sobre se a substituição da peça permitirá resolver definitivamente as falhas recorrentes do equipamento, João Rodrigues respondeu que «presume que sim».