O Exército português realiza a 19 e 20 de maio em Braga o INOVARMY Summit & Expo 2026, dedicado à capacitação humana e à construção da Força Terrestre 2045, com destaque na inovação em Defesa e na modernização tecnológica.
Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, este ramo das Forças Armadas diz que vai promover, no Fórum Braga, “um encontro nacional dedicado à inovação em Defesa, à modernização tecnológica e à aproximação entre o Exército, a indústria, a academia, os centros de investigação e o tecido empresarial, com especial enfoque no ecossistema científico e tecnológico da região Norte”.
“Sob o tema ‘Human Capacity Development of the Land Force 2045’, o evento coloca a capacitação humana no centro da transformação da força terrestre. A iniciativa parte de uma ideia essencial: o militar continua a ser o elemento decisivo no campo de batalha e a tecnologia deve reforçar a sua proteção, ampliar as suas capacidades e permitir que mantenha vantagem num ambiente operacional cada vez mais exigente, marcado pela aceleração tecnológica e pela complexidade das ameaças”, lê-se na nota.
Ao longo dos dois dias, o INOVARMY Summit & Expo 2026 apresentará a visão do Exército para a Força Terrestre 2045, “enquadrando as prioridades de edificação de capacidades a médio e longo prazo e as áreas de investigação, desenvolvimento e inovação consideradas fundamentais para preparar o Exército do futuro”.
A reflexão incidirá sobre a ligação entre transformação militar, soberania tecnológica, biotecnologia, fatores humanos, cooperação com a indústria e inovação aplicada à modernização das capacidades terrestres.
A área de exposição contará com três dezenas de empresas e ‘startups’ nacionais e estrangeiras.
Quanto a inscritos e participantes, estes superam a lotação máxima do Fórum Braga, que é de 250.
O programa integra seis painéis temáticos, reunindo representantes do Ministério da Defesa Nacional, da NATO, da Agência Europeia de Defesa (EDA), de entidades públicas de apoio à inovação e competitividade, de universidades, laboratórios colaborativos, centros tecnológicos, instituições de investigação e empresas com atividade em domínios relevantes para a Defesa.
Entre os temas em destaque estão a autonomia estratégica, a articulação entre ciência, indústria e defesa, a biotecnologia e a capacitação humana, os instrumentos europeus de apoio à inovação e a transferência de soluções tecnológicas para o contexto operacional.
“A participação da NATO e da EDA reforça a dimensão internacional do encontro e evidencia a importância crescente das áreas ligadas à biotecnologia, fatores humanos, materiais avançados e tecnologias terrestres na definição das capacidades militares do futuro. O programa prevê ainda a apresentação do Projeto AMIDA, bem como intervenções dedicadas ao papel dos ecossistemas nacionais de investigação e inovação na resposta aos desafios emergentes da Defesa”, frisa o Exército.
O evento contará, ainda, com uma exposição tecnológica, inaugurada no primeiro dia, onde empresas, ‘startups’, centros tecnológicos, instituições de ensino superior e unidades de investigação “terão oportunidade de demonstrar soluções, projetos e competências com potencial contributo para a modernização do Exército Português e para o desenvolvimento da Força Terrestre 2045”.
Segundo o Exército, esta exposição “pretende dar visibilidade ao talento nacional, com particular atenção à capacidade instalada na região, e criar novas pontes entre necessidades militares e respostas tecnológicas desenvolvidas em Portugal”.
No segundo dia, o debate será aprofundado com a participação de instituições de referência nos domínios da nanotecnologia, engenharia mecânica, biotecnologia, materiais avançados e inovação biomédica, seguindo-se um painel dedicado à cooperação entre Exército e indústria.