A construtora bracarense dst lidera a inovação na reciclagem de misturas betuminosas em Portugal. A informação está num comunicado da empresa, que revela que a solução, desenvolvida em conjunto com a Universidade do Minho (UMinho), coloca Portugal alinhado com as melhores práticas europeias.
No texto enviado ao Diário do Minho pode ler-se que a dst e a Universidade do Minho desenvolveram uma solução que permite reciclar até 50% do pavimento retirado das estradas degradadas, transformando-o em matéria-prima para novos pavimentos com o mesmo desempenho técnico, juntando Portugal a países como a Alemanha, França, Espanha e Países Baixos.
Enfatiza o comunicado, mais do que resolver um problema nacional, a empresa quer agora posicionar Portugal como exportador desta tecnologia, seja para mercados europeus, como lusófonos e emergentes. «A solução representa um avanço determinante na reabilitação da rede rodoviária nacional, maioritariamente constituída por pavimentos flexíveis, muitos dos quais se aproximam do fim da sua vida útil, e abre caminho a um modelo de construção mais circular, eficiente e descarbonizado».
Deste modo, o fresado que antes era descartado torna-se matéria-prima, reduzindo a dependência de agregados e ligantes betuminosos com elevado impacto ambiental, otimizando custos de produção e aumentando a eficiência dos processos construtivos. «Para além da validação laboratorial, foi possível assegurar a sua aplicabilidade em contexto industrial, incluindo fabrico, aplicação e compactação, o que representa um avanço relevante para o setor rodoviário. Trata-se de um contributo concreto para a descarbonização do setor, promovendo simultaneamente eficiência no uso de recursos, inovação tecnológica e alinhamento com as melhores práticas internacionais», explica Mafalda Rodrigues, responsável do projeto.