Em comunicado, a PJ refere que o suspeito, de 25 anos, estabeleceu relações de confiança com vários colegas, apresentando-lhes a possibilidade de, em parceria com ele, procederem a investimentos na plataforma financeira “Wise”, destacando a “elevada rentabilidade” e a promessa de garantia de reembolso do capital investido.
“As vítimas acabaram por concretizar diversas entregas de dinheiro ao suspeito que, posteriormente, lhes devolvia documentos forjados de entidades financeiras, para justificar o protelar do pagamento de juros e sob pretexto de o banco estar a bloquear o acesso às contas”, acrescenta.
Desse modo, o suspeito “apropriava-se daqueles montantes, usando-os na sua vida quotidiana para pagamento de compras e serviços, essencialmente em plataformas de apostas", tendo a investigação apurado que o móbil do suspeito estava relacionado com a sua "grave adição ao jogo desde há vários anos".
Na terça-feira, a PJ deu cumprimento a mandados de busca domiciliária, tendo recolhido elementos probatórios “que demonstram a continuidade da atividade criminosa do suspeito e a existência de outras vítimas, uma delas lesada em mais de 20 mil euros”.
O detido está indiciado pela autoria de quatro crimes de burla qualificada, dois crimes de burla simples e um “número indeterminado” de crimes de falsidade informática, ocorridos a partir de junho de 2025.
Vai ser presente ao Tribunal de Barcelos, para primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação.