O quarteto [Ahmed] e o trio Carlos Bica & AZUL estão entre os destaques do 12.º Julho é de Jazz, que reúne em Braga “nomes essenciais e talentos em ascensão do jazz e da música improvisada”.
De acordo com a organização, num comunicado hoje divulgado, o ciclo, que inclui concertos e a exibição de filmes, acontece entre os dias 01 e 11 de julho no gnration e no Theatro Circo.
Os concertos iniciam-se no dia 02 de julho, no gnration, com [Ahmed], quarteto encabeçado pelo pianista britânico Pat Thomas, que integra ainda o saxofonista Seymour Wright, o baterista Antonin Gerbal e o contrabaixista Joel Grip.
Este quarteto cria música a partir do legado do contrabaixista, compositor e interprete de oud, Abdul-Malik, “que trouxe a herança musical da Ásia Ocidental e da África Oriental para o cânone jazz norte-americano”.
A organização do Julho é de Jazz lembra que [Ahmed], que surgiu “como um gesto de homenagem e reivindicação para reinscrever este nome na história”, “escava, reinterpreta e reativa a visão de Abdul-Malik para criar música energética, contagiante e dançável”.
Em 03 de julho, apresenta-se, no Theatro Circo, o Omniae Large Ensemble, dirigido pelo baterista e compositor Pedro Melo Alves, que é descrito como “um exemplo maior do cruzamento entre composição contemporânea e música jazz em Portugal”.
O espetáculo do trio C.O.R., encabeçado pelo contrabaixista Gonçalo Cravinho Lopes, membro fundador de OCENPSIEA e Fourward, está marcado para 06 de julho no gnration.
O trio, do qual fazem também parte o saxofonista Lucas Oliveira e o baterista João Rocha, irá apresentar “Oxor”, o seu álbum de estreia, gravado com o apoio do gnration.
Também em 06 de julho, sobem ao palco do Theatro Circo “três figuras cimeiras e já muito experientes do jazz”: a cantora Maria João, o pianista André Mehmari e o contrabaixista Carlos Bica.
Carlos Bica volta a atuar no Julho é de Jazz no dia 11, no gnration, com o trio AZUL, para um espetáculo de celebração dos 30 anos do álbum “Azul”, “um marco indiscutível da história do jazz nacional” e o primeiro de Carlos Bica como líder de banda, acompanhado pelo alemão Frank Möbus, na guitarra, e pelo norte-americano Jim Black, na bateria.
O gnration acolhe, em 09 de julho, o trio da saxofonista Sakina Abdou, “estrela em ascensão na música improvisada europeia”, com o percussionista Toma Gouband e a pianista Marta Warelis. Juntos editaram, em 2024, o álbum “Hammer, Roll and Leaf”, gravado ao longo de vários dias numa sessão de improvisação.
No dia 10 de julho é a vez de o pianista Mário Laginha subir ao palco do Theatro Circo para apresentar o álbum “Retorno”, editado em fevereiro e que assinala o regresso do músico aos trabalhos a solo.
O 12.º Julho é de Jazz encerra no dia seguinte, 11 de julho, com o septeto da compositora e improvisadora Patricia Brennan, no Theatro Circo, que irá apresentar o álbum “Breaking Stretch”, de 2024, “no qual são exploradas camadas rítmicas densas inspiradas na herança de grandes ensembles de salsa e rock dos anos 70, como a Fania All-Stars ou os Chicago”.
No programa de cinema do Julho é de Jazz serão apresentados dois documentários: Em 01 de julho é exibido “O menino d’olho d’água”, de Carolina Sá e Lírio Ferreira, “um retrato sensorial e biográfico” do músico brasileiro Hermeto Pascoal, que morreu no ano passado, que é “uma celebração da sua visão única”.
No dia 08 de julho é exibido “Jazz on a Summer’s Day”, de Aram Avakian e Bert Stern, gravado durante a edição de 1958 do Newport Jazz Festival, que combina atuações de músicos como Thelonious Monk, Anita O’Day, Louis Armstrong, Gerry Mulligan ou Dinah Washington com imagens de público do festival, “fazendo um retrato histórico e preciso da cena da época, desde a música à moda”.
Os passes para cada uma das duas semanas do “Julho em Jazz”, que dão acesso a concertos e filmes, têm um custo de 25 euros. Haverá também bilhetes para cada um dos espetáculos, cujos preços ainda não foram divulgados.