O Padre José Miguel Neto passou hoje a ser um dos jovens cónegos do colégio do Cabido Metropolitano e Primacial da Arquidiocese de Braga. Considera que a juventude dos quatro novos cónegos que hoje assumiram funções pode contribuir para uma mais-valia da missão que a Igreja de Braga espera da Catedral, mas adverte que a humildade e o sentido de responsabilidade tem que ser a estrela que guia na nova missão, que encara como «uma nova responsabilidade».
Em declarações ao Diário do Minho, o também Chefe de Gabinete do Arcebispo Metropolita de Braga afasta o cenário de «distinção» na nomeação para o Cabido. «Como o Senhor Arcebispo refere no decreto, é um serviço eclesial. E os cónegos, de um modo particular, aqui na Catedral, ou noutros serviços que ele peça, estão para servir a Igreja», sublinhou José Miguel Neto, para deixar claro que, «pessoalmente», a nova função é «mais uma responsabilidade, além das que já me tinham sido confiadas».
«Nesta responsabilidade de agora também é ter que trabalhar, juntamente com o restante Colégio do Cabido, para a preservação de todo o património cultural, histórico, mas, sobretudo, espiritual que é a Catedral mais antiga do nosso país. E, por isso, a responsabilidade é grande, e é nesse sentido que peço ao Senhor que me ajude com os dons necessários para levar avante esta missão», enfatizou, notando que o facto de os quatro novos cónegos serem de idades jovens pode acrescentar «alguma capacidade extra» à dinâmica da Catedral.
É que «o facto de sermos de gerações diferentes, faz-nos olhar o mundo também de forma diferente uns dos outros. A nossa formação pessoal e que cada um teve contribuirá, de certeza, para enriquecer este colégio. E se nos foi pedida esta missão e se ela nos foi confiada é porque, de alguma forma, também foi visto em nós essa possibilidade de, com os dons que temos, as qualidades que temos e com os defeitos que temos também, a que nenhum de nós é imune, podermos, de alguma forma, contribuir para o bem da Igreja», disse.