O dstgroup anunciou que irá manter, este ano, o seu papel de mecenas de dois dos projetos mais emblemáticos da programação cultural do Theatro Circo, em Braga: o Ciclo Contraponto e o Programa de Mediação e Participação, reforçando um compromisso consistente e estruturado com a democratização do acesso à cultura e à criação artística contemporânea.
Lançado em 2024, o Ciclo Contraponto conta, como habitual, com uma programação dedicada à música dos séculos XX e XXI - um dos períodos mais férteis, disruptivos e inovadores da história da composição musical, reunindo ensembles e compositores locais, nacionais e internacionais.
O ciclo propõe uma verdadeira viagem estética e intelectual pela música contemporânea, promovendo o encontro entre públicos, criadores e linguagens artísticas diversas.
Paralelamente, o Programa de Mediação e Participação amplia o alcance desta visão, integrando projetos dirigidos ao público infantojuvenil e iniciativas que estimulam o pensamento crítico, a reflexão e o envolvimento ativo dos cidadãos na vida cultural da cidade.
«A parceria com o dstgroup assume um papel fundamental na consolidação da missão artística do Theatro Circo, reforçando o seu posicionamento enquanto estrutura referência no contexto artístico nacional. O apoio mecenático ao ciclo Contraponto e ao Programa de Mediação impulsiona a criação contemporânea, o pensamento crítico e o diálogo entre artistas, obras e públicos», refere Luís Fernandes, diretor artístico da Faz Cultura - Empresa Municipal de Cultura de Braga.
Este apoio traduz-se num investimento direto de 22 mil euros, «reafirmando o entendimento do dstgroup de que a cultura é um pilar essencial do desenvolvimento social, territorial e humano», realça a empresa, em comunicado.
«O apoio a estes dois projetos na programação do Theatro Circo justificam-se por duas razões, uma para cada projeto. No Ciclo Contraponto, a densidade tem de colocar a superficialidade a resistir. A densidade não deve ser quem resiste e sobrevive. A música clássica e os autores clássicos são a gramática da música. Tem de se ouvir a gramática para aprendermos a encantar-nos. O apoio ao Programa de Mediação e Participação justifica-se porque todas as coisas começam no início. O início é a semente. O início é a educação, para que a vida fique mais simples. Apoiar projetos artísticos educativos é apostar na construção da liberdade, na criatividade e no substrato da imaginação dos jovens», esclarece José Teixeira, presidente do dstgroup.
Segundo a empresa, «esta colaboração reflete um compromisso duradouro com a excelência artística e com a construção de uma relação profunda entre a arte, a cultura e a comunidade». «Mais do que um gesto pontual, este mecenato integra uma estratégia de longo prazo, alinhada com a visão do grupo enquanto agente ativo na construção de comunidades mais informadas, críticas e culturalmente participativas. O mecenato cultural faz parte do ADN do dstgroup, refletindo uma identidade empresarial que reconhece a Cultura como um motor de transformação e progresso», salienta.
Neste âmbito, acrescenta, «o grupo irá igualmente disponibilizar bilhetes aos seus trabalhadores, reforçando a ligação entre a criação artística e as pessoas que diariamente constroem o grupo».
A agenda do primeiro quadrimestre contempla as seguintes iniciativas apoiadas pelo dstgroup: “Pierrot Lunaire”, de Arnold Schoenberg, e “Adagio for Violin, Clarinet and Piano”, de Alban Berg, por Ars Ad Hoc, a 7 de março; e Rakhi Singh (solista e diretora artística do Manchester Collective), com a Sinfonietta de Braga, a 11 de abril.
No que respeita ao programa de mediação e participação, decorrem nos dias 23 e 24 de janeiro quatro sessões de “E as flores?”, com Joana Gama; e de 1 de fevereiro a 31 de dezembro têm lugar 12 sessões de “ORU KAMI”, de GariBambi. Nos dias 20 e 21 de fevereiro, decorrem quatro sessões de “Outros paraísos”, pelo Teatro da Cidade, e de 12 a 14 de março, quatro sessões de “Lenda de Miragaya”, pela Confederação - Coletivo de Investigação Teatral.
Decorre ainda, até ao fim do ano, a Companhia de Espectadores 2026 e, no dia 18 de fevereiro, uma sessão de “Paraísos infinitos”, pelo Teatro da Cidade.