A Delegação de Braga da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) vai admitir novos voluntários para reforçar o Voluntariado Oncológico no Hospital de Braga, que está em funcionamento desde março desde ano e conta atualmente com o apoio de 60 pessoas.
Apesar do empenho e dedicação dos grupos, distribuídos por turnos de três horas, com atividade de manhã e de tarde, a Delegação quer aumentar o número de voluntários para dar uma resposta mais alargada, pois existem ainda horários por preencher.
«Vamos abrir as inscrições provavelmente a meio de 2026, para podermos realizar a formação no final do ano, tal como fizemos este ano. Estes 60 voluntários no ativo não são suficientes, precisamos de muitos mais para conseguirmos dar resposta a toda a gente», indicou hoje a responsável pelo Voluntariado Oncológico, Isabel Oliveira, no decorrer de uma ação no Hospital de Braga, onde a Delegação procedeu à entrega de pequenas lembranças natalícias aos doentes oncológicos.
A presidente da Delegação de Braga da LPCC, Fátima Soeiro, apelou a todas as pessoas com vocação para este tipo de serviço a candidatarem-se quando as inscrições forem abertas. A data ainda não está definida.
«Nós vamos publicitar a abertura e depois é só candidatarem-se junto da Delegação da Liga», afirmou.
A candidatura ao voluntariado implica mais do que boa vontade e disponibilidade. Os candidatos passam por um processo de seleção que inclui uma entrevista semi-estruturada, destinada a avaliar o perfil adequado para este tipo de serviço bem como formação.
Fátima Soeiro elogiou os grupos de voluntários atualmente em atividade, referindo que são «fantásticos» e que se «sentem felizes» e gratificados por poderem ajudar quem atravessa momentos particularmente difíceis.
Artur Marques é um dos 60 voluntários em atividade e está neste projeto desde que arrancou no Hospital de Braga, em março desde ano. Dedica-se ao voluntariado uma vez por semana, durante seis horas, repartidas entre o turno da manhã do hospital de dia e o turno da tarde no internamento de Oncologia.
Questionado sobre a experiência de ser voluntário, Artur Marques afirmou que «é gratificante». «Estamos aqui numa disponibilidade total, sempre com o objetivo final de ajudar os doentes, bem como as suas famílias», salientou.
O voluntário recordou que muitos doentes passam grande parte do dia no hospital, devido a tratamentos prolongados de quimioterapia que podem durar várias horas.
«Conversamos um pouco com eles para passarem melhor o tempo. Não falamos da doença; se o doente quiser falar, nós ouvimos. Quando percebemos que a conversa se torna mais pesada, tentámos desviar o assunto para temas mais positivas», explicou.
Os voluntários deslocam-se também aos quartos onde os doentes oncológicos estão internados. «Falamos um bocadinho com eles, porque muitos não têm família, não recebem visitas, e nós acabamos por ser a única visita que eles têm», referiu.
Cada grupo faz três horas de voluntariado, de segunda a sexta-feira, num serviço contínuo que começa às 8 horas da manhã e termina às 9 horas da noite.
Doente oncológicos recebem “miminho” de Natal
A Delegação de Braga da LPCC procedeu hoje à distribuição de pequenas lembranças natalícias pelos doentes presentes no Hospital de Dia, Quimioterapia, Radioterapia e Internamento em Oncologia no Hospital de Braga.
A iniciativa inseriu-se no projeto do voluntariado oncológico da LPCC desenvolvido na ULS Braga e contou com a colaboração de algumas empresas, que ofereceram os presentes. Um gesto que teve como objetivo «tornar o dia mais leve daqueles que atravessam um momento particularmente difícil», disse Fátima Soeiro, presidente da Delegação de Braga da LPCC,
Além das lembranças - um bolinho e um uma vela de cera em forma de árvore de Natal - os doentes foram ainda presenteados com músicas natalícias interpretados pelo grupo de cavaquinhos de Braga.
«É o segundo ano que vimos dar este miminho aos doentes oncológicos», disse Fátima Soeiro, agradecendo as lembranças aos dois patrocinadores, bem como a presença do grupo de cavaquinhos, o mesmo que participou o ano passado.
Na ocasião, a responsável pelo Voluntariado Oncológico da Liga na ULS Braga, Isabel Oliveira, detalhou aos jornalistas o funcionamento deste serviço de apoio, que envolve atualmente cerca de 60 voluntários.
Para além do apoio e acompanhamento - que começa logo na sala de espera, quando o doente chega para os tratamentos — o serviço dispõe de um carrinho de refeições ligeiras, para oferecer chá, cevada e bolachas, aos doentes e às famílias que aguardam na sala de espera.