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Palácio do Raio celebrou 10 anos de cultura, património e de convívio intergeracional

Palácio do Raio celebrou 10 anos de cultura, património e de convívio intergeracional
Fotografia

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 12 de dezembro de 2025, às 14:42

Profitecla juntou-se à Santa Casa da Misericórdia de Braga, numa tarde muito animada

O Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga (CIMMB) celebrou ontem 10 anos de cultura, de património e de memórias, mas também de convívio intergeracional. Assim, em conjunto com a Escola Profissional Profitecla, foi proporcionada uma tarde cheia de atividades e de convívio entre gerações, juntando alunos e professores da Profitecla, utentes de lares da Santa Casa da Misericórdia de Braga, bem como  da Associação Portuguesa de Deficientes de Braga.
A tarde ficou marcada, igualmente, pela inauguração da Árvore de Natal e do Presépio do Palácio do Raio, uma vez mais da autoria da artista galega Carmen Touza, natural de Pontevedra.
Logo à chegada, os convidados e visitantes eram recebidos pelos alunos da Profitecla, devidamente trajados como figuras de convite ao estilo barroco, precisamente para vincar o estilo barroco, em que o Palácio do Raio é um dos expoentes em toda a região.
Para além das intervenções dos responsáveis da Santa Casa da Misericórdia  de Braga, da Profitecla e da artista Carmen Touza, houve inauguração da árvore de Natal e do presépio, momentos musicais, proporcionados por alunos da Profitecla, vencedores do “Profitalent”, troca de presentes e um lanche, preparado pelos anos  daquela escola.
O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, Bernardo Reis, deu as boas-vindas a todos, dos mais novos aos mais velhos, sublinhando, por um lado, a importância da parceria com a Profitecla, que é anterior à inauguração do Centro Interpretativo; e por outro, o importante papel daquele espaço na preservação e divulgação da cultura, da memória e do património de Braga e não só, atraindo turistas de todos os cantos do mundo.
«Esta atividade é fundamental para haver uma interligação entre os jovens e aqueles são os mais idosos. E porquê? Porque não só os jovens podem ter um maior sentido de aproximação em relação aos mais idosos, dando-lhes realmente características especiais que lhes podem permitir ter uma forma de vida diferente; e por outro lado, passarem a viver a vida de uma maneira mais interligada; além de fugirem das redes sociais e outras situações que podem não ser o melhor contributo para a vida deles».
Bernardo Reis classificou a atividade como «muito agradável» porque contribui para esta interligação e, ao mesmo tempo, que se valoriza o humanismo e atenção com que os idosos da Santa Casa da Misericórdia de Braga são tratados com carinho, como família. Ou seja, uma aprendizagem também para os alunos.
Uma mais-valia 
para a Profitecla
Quanto aos responsáveis da Profitecla, também agradeceram estes dez anos de colaboração, uma vez que esta cooperação têm permitido uma aproximação à cidade de Braga e vida real, pondo em prática muitos dos ensinamentos de sala de aula.
«Para nós, tudo o que é encontro e atividades intergeracionais são sempre ganhos e aprendizagens».
Em declarações ao Diário do Minho, Susana Ferreira, coordenadora do curso de Turismo da Profitecla de Braga, explicou que foi elaborado um projeto inter-cursos, em que todos os cursos da Profitecla participaram: desde o curso de Cozinha e Pastelaria, que preparou o lanche que foi servido; com iguarias do contexto de Natal, como aletria e fidalguinhos, aqui no contexto do Natal; os alunos de Restauração que serviram lanche; os alunos de Turismo que se vestiram a rigor para fazer aqui a receção e o acolhimento dos participantes; os alunos que prepararam umas lembranças que foram entregues aos idosos das residências e lares da Misericórdia de Braga. Foram distribuídos 150 presépios; outros alunos fizeram postais de Natal, precisamente para ajudar a fortalecer a ligação com os idosos. «Uma forma de a escola interagir com a comunidade onde ela está inserida».
O curso de Comunicação fez fotografias e criou  interações. «Tudo para criar esta ligação dos jovens com as comunidades mais idosas, mais velhas, para que não haja tanto este isolamento social que infelizmente temos vindo a sentir cada vez mais. Porque há muita tecnologia, há muita ligação à distância, mas na realidade, o convívio é muito pouco e as relações praticamente não existem. Assim, até estes momentos de tirar uma fotografia em conjunto acabam por ser positivos para termos mais ligação, criar afetos, combater um bocadinho a solidão e o isolamento. É um bocadinho isso que nós pretendemos», enfatizou Susana Ferreira.
Ontem, os visitantes do Palácio do Raio tiraram partido as atividades, tanto lanche como das visitas guiadas pelos alunos.