Seis associações de Braga pedem ao Estado e ao município de Braga «que ponham fim à degradação galopante» do edifício do Recolhimento das Convertidas, ao mesmo tempo que defendem que o espaço dê lugar à Casa da Memória da Mulher, «garantindo que não se perde a memória do que foi este espaço do barroco conventual, salvaguardando o património edificado sem deixar de lhe associar o património imaterial decorrente da memória de quem habitou aquelas paredes».
Em comunicado, a ASPA - Associação Para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural garante que a proposta assenta em três eixos: a criação de um Espaço de Memória do Recolhimento das Convertidas, a aproximação à comunidade académica, através da promoção de investigação, estudo e divulgação da condição feminina, em Braga, em Portugal, na Europa e no Mundo, e, por fim, a abertura à comunidade: espaços e iniciativas.
«A criação da Casa da Memória da Mulher pressupõe uma reabilitação que respeite a autenticidade deste memorial do barroco conventual e garanta a preservação do espírito do lugar. Esse contexto muito especial permitirá diferentes valências e uma panóplia alargada e regular de atividades que contribuirão, com certeza, para o enriquecimento da oferta cultural e educativa na cidade, apelando a um amplo envolvimento da comunidade», pode ler-se.
À ASPA já se associaram , nesta proposta, a CIVITAS Braga, a UMAR, a APAV, o Tin.Bra (Academia de Teatro de Braga) e a Associação SUONART e elementos representativos da comunidade.