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Investigadores da UMinho recebem apoio da Fundação Bial para estudar os mecanismos do cérebro

Investigadores da UMinho recebem apoio da Fundação Bial para estudar os mecanismos do cérebro
Fotografia UMinho

Redação

Publicado em 06 de fevereiro de 2025, às 10:46

Bárbara Coimbra, João Oliveira e Nuno Dinis Alves obtêm um total de 180 mil euros para os seus projetos.

Três investigadores do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho foram distinguidos com uma bolsa de 60 mil euros cada pela Fundação Bial, para aprofundarem estudos sobre os processos neurais ligados à aprendizagem, memória e flexibilidade cognitiva.

Bárbara Coimbra, João Oliveira e Nuno Dinis Alves vão, assim, liderar projetos pioneiros que poderão trazer novos conhecimentos sobre como o cérebro processa a informação e se adapta às mudanças.

Bárbara Coimbra foi premiada pelo projeto “Dinâmica colinérgica das projeções do tegmento laterodorsal para o núcleo accumbens na aprendizagem associativa”, com foco nas conexões cerebrais envolvidas na motivação e nas recompensas. A investigadora procurará entender de que forma certas áreas do cérebro influenciam a aprendizagem, utilizando técnicas de vanguarda, como a fotometria de fibras de duas cores e a optogenética. O seu trabalho poderá lançar luz sobre um circuito cerebral ainda pouco explorado, mas crucial para a nossa capacidade de aprender de forma associativa.

Decifrar as redes do cérebro no processamento da memória

Já João Oliveira vai explorar as redes neuronais entre o córtex e o sistema límbico no âmbito do seu projeto “Decodificação dos sinais neurais subjacentes ao processamento da memória nos circuitos córtico-límbicos”. O objetivo é investigar como a comunicação entre estas duas regiões do cérebro – o córtex, responsável pela tomada de decisões e controlo consciente, e o sistema límbico, que regula emoções e memória – contribui para o processamento da memória. Através da análise das oscilações neuronais e do papel dos astrócitos, João Oliveira pretende decifrar os mecanismos complexos que moldam os processos de memória.

Flexibilidade cognitiva: a chave para a adaptação ao mundo

Nuno Dinis Alves foca-se no projeto “Ativação do recetor de serotonina 1A no córtex pré-frontal como determinante da flexibilidade cognitiva”. Este trabalho visa compreender de que forma a ativação de um recetor específico de serotonina pode influenciar a nossa capacidade de adaptação a ambientes que estão em constante mudança. A flexibilidade cognitiva é essencial para o pensamento criativo e para a resolução de problemas complexos. Através de técnicas avançadas, como a optogenética e a tomografia por emissão de positrões, Nuno Dinis Alves espera proporcionar novas perspetivas sobre os mecanismos neurais que permitem ao cérebro ajustar-se de forma eficaz.

Contribuições para o futuro da neurociência

Estes projetos inovadores da equipa do ICVS da Universidade do Minho não só aprofundam o entendimento dos processos fundamentais que regem o cérebro, como também podem ter um impacto significativo no tratamento de várias condições neurológicas. Através do apoio da Fundação Bial, a investigação científica avança um passo mais perto de compreender a complexidade do comportamento humano e de desenvolver soluções que melhorem a saúde mental e cognitiva.