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Com 120 "empresas gazela", Braga gera mais de 1.200 postos de trabalho e impulsiona a economia

Com 120 "empresas gazela", Braga gera mais de 1.200 postos de trabalho e impulsiona a economia
Fotografia DR

Redação

Publicado em 19 de dezembro de 2024, às 18:30

Estudo revela os setores de maior crescimento, com destaque para construção, hotelaria e indústria.

Pelo menos 120 das 1.229 "empresas gazela" de Portugal estão localizadas em Braga, de acordo com um levantamento divulgado hoje pela Iberinform.

Estas empresas são definidas por terem menos de cinco anos de existência, gerarem pelo menos dez postos de trabalho e registarem um crescimento médio anual superior a 20%, seja em volume de negócios ou no número de empregados, nos últimos três anos, representando 34% do total de empresas de elevado crescimento económico no país.

Ou seja, pelo menos 1.200 pessoas em Braga trabalham nestas empresas.

De acordo com a filial da Crédito y Caución, Braga concentra 10% destas empresas em Portugal, ficando atrás apenas de Lisboa (28%) e do Porto (20%).

O estudo sobre estas empresas permite identificar clusters de inovação e dinamismo económico, com maior concentração nos setores de construção e promoção imobiliária (26%), hotelaria e restauração (17,6%) e indústria (11,2%), que, em conjunto, representam 55% do total.

As atividades destas empresas estão distribuídas por 255 categorias distintas da Classificação das Atividades Económicas (CAE). Entre as mais relevantes, destacam-se a construção de edifícios e os restaurantes tradicionais, que representam 15% e 9% das empresas gazela, respetivamente. Outras atividades significativas incluem a consultoria em informática (3%) e os serviços relacionados com a agricultura (3%).

Contudo, o crescimento acelerado nem sempre significa estabilidade financeira. Segundo a Iberinform, 23% das empresas gazela apresentam um risco elevado de incumprimento, 61% têm um risco médio e apenas 16% são classificadas como de baixo risco.

Este ano, 55% das empresas gazela optaram por se constituir como sociedades por quotas, demonstrando a preferência por formas jurídicas que exigem menor capital inicial.

Apesar do crescimento, apenas 0,4% destas empresas atingiram a dimensão de grandes empresas. A maioria mantém-se no grupo das pequenas empresas (63%), enquanto 5% são classificadas como empresas médias.

Juntas, as empresas gazela empregam cerca de 45 mil pessoas. No último exercício de 2023, alcançaram um volume de negócios total de 2.936 milhões de euros, o que representa um aumento de 15% face ao ano anterior.