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Freguesia de S. Vicente celebrou 91 anos ainda com algumas “prendas” por receber

Freguesia de S. Vicente celebrou 91 anos ainda com algumas “prendas” por receber
Fotografia DR

Redação

Publicado em 11 de dezembro de 2024, às 09:28

Obras no Nó de Infias e na EB da Quinta da Veiga já são pedidas há anos e deverão arrancar em breve.

Foi na passada sexta-feira que a freguesia de S. Vicente assinalou o seu 91.º aniversário, num dia marcado por homenagens, lançamento de um roteiro e partilha de memórias. Ao Diário do Minho, o presidente da Junta falou dos atuais desafios que se colocam a uma gestão desta natureza, o esforço que tem sido feito no sentido de ter uma autarquia cada vez mais próxima dos vicentinos e, claro, deu nota de alguns desejos que gostaria de ver concretizados, alguns já antigos.

Entre estes, Daniel Pinto falou do mais emblemático e que, por mais anos que passem, teima em não ver a luz do dia: a obra do Nó de infias que,  segundo avançou, este verão, o ministro das Infraestruturas, deverá arrancar no início de 2025. Segundo o presidente da Junta de S. Vicente, esta foi uma “prenda” já pedida há dois anos, na altura em jeito de sátira. Esta zona da cidade constitui «um dos grandes problemas» da freguesia, com grandes implicações na vida não só dos vicentinos mas dos bracarenses em geral. «Até já me sinto um bocado mal por estar sempre a falar neste projeto e percebo que há muitas outras coisas importantes, seja na dimensão social como o problema da habitação ou no combate ao isolamento, que são coisas que vamos fazendo, mas esta é uma obra estritamente necessária», disse.

A realização de obras na EB da Quinta da Veiga é outro desejo que Daniel Pinto gostaria de ver concretizado e que poderá estar para breve. «Temos informações de que vão começar no início do ano, em janeiro ou fevereiro», disse.

De acordo com o responsável, esta intervenção na escola primária «já deveria ter começado há cinco anos» e é, de facto, «uma necessidade». «Estamos a falar de mais de 250 crianças e isso depois reflete-se na educação. Há um desgaste do corpo docente e dos funcionários porque é imenso ruído, embora a qualidade do edifício não seja má», referiu.

Daniel Pinto também de mostrou a favor de uma delegação de competências e de como isso iria melhorar o desempenho da Junta de Freguesia junto dos seus fregueses. «Não tenho medo de receber novas competências porque nós temos uma capacidade de resposta muito mais eficaz do que o próprio município. E isto não é uma crítica ao município. Mas quando alguém chega à nossa beira e nos relata uma situação que temos de corrigir ou nos pede para corrigir, temos de encaminhar para o município que depois vai verificar. Se calhar nesse tempo todo nós tínhamos condições para resolver o problema», disse, dando nota da «disponibilidade» para assumir esta função de forma a «prestar um serviço público» que deve ser «rápico e eficaz» pois «só assim é que as instituições funcionam». De outro modo, «sinto que somos uma entidade fiscalizadora» e «o nosso trabalho não tem de se ciscunscrever à fiscalização de problemas porque há empresas públicas que depois, se calhar, não prestam o serviço público de forma tão eficaz».

Para Daniel Pinto, o trabalho de uma Junta de Freguesia passa por aquilo que a de S. Vicente tem vindo a fazer, num esforço de se conectar com os vicentinos. Junto dos mais novos, destacou o desenvolvimento de programas junto das escolas para mudar a mentalidade, o combate às alterações climática e o estímulo da participação cívica. 

A crise habitacional - com o aumento galopante do valor das rendas -, o combate ao isolamento dos idosos e as dificuldades sentidas no que respeita a integração de imigrantes são outras das preocupações às quais tem tentado dar resposta. «Muitas vezes as pessoas não conseguem encontrar soluções porque não sabem delas e acho que nós aqui temos um papel muito importante», explicou.

Dia marcado por homenagens e lançamento de um roteiro

O Dia da Freguesia começou, como é habitual, com o hastear das bandeiras na sede da Junta, na presença dos elementos da Assembleia, do Executivo e de alguns parceiros. 

Já à noite, como é habitual, teve lugar a sessão solene, durante a qual foi apresentado o “Roteiro da Freguesia de S. Vicente”, da autoria de Eduardo Pires de Oliveira. A apresentação foi conduzida por José António Barreto Nunes. Segundo o presidente da Junta, esta obra constitui «mais um testemunho escrito daquilo que muito se tem feito na freguesia». «Orgulho-me imenso por apoiarmos um conjunto significativo de publicações. Não tenho dúvidas que S. Vicente, desse ponto de vista, deve ser das freguesias que mais livros tem a falar sobre o seu território», referiu, destacando a importância de dar a conhecer o passado, perpetuando-o nas gerações atuais e vindouras.

Na sessão solene foram ainda prestadas homenagens duas dirigentes da Irmandade de S. Vicente - Angelina Pinto e Ester Guimarães - pelo contributo dado para as obras da igreja paroquial. Este ano, as homenagens estenderam-se a dois estabelecimentos icónicos da freguesia, nomeadamente ao Salão de Chá Paradise e ao Café Duarte.